domingo, 3 de maio de 2009

História de Nova Friburgo 2



A imigração no Brasil começou no tempo de Dom João. Foi ele quem decidiu trazer para cá 100 famílias do cantão de Fribourg, na Suíça, para povoar a região serrana do Rio.

Nas serras em torno do Rio de Janeiro, Dom João planejou melhorar a qualidade do gado e a produção de derivados de leite. Ele queria também aumentar o número de pessoas brancas nessa região. Foi quando vieram os primeiros imigrantes suíços para o Brasil. Dom João criou uma cidade por decreto para receber os novos moradores.

Os portugueses temiam que o Rio, com uma população de maioria negra, fosse palco de uma revolta nos moldes do que havia ocorrido no Haiti e resolveram encher as cercanias da cidade de europeus.

“Eles eram carpinteiros, oleiros, ferreiros, médicos, párocos, professores, farmacêuticos, veterinários e eles vieram para cá em busca de melhores condições de vida”, explica a historiadora e a pesquisadora da Fiocruz Gisele Sanglard.

Para a travessia dos suíços, Dom João contratou um intermediário, o negociante suíço Sebastien Nicolas Gachet.

O combinado era que viessem 100 famílias. Gachet trouxe bem mais: duas mil pessoas confinadas em sete veleiros que partiram da Holanda superlotados. No maior deles, o Urania, vieram quase 500 imigrantes.

Foi uma viagem de dois meses no mar, semelhante à dos navios negreiros. Cento e sete pessoas morreram na travessia e 14 bebês nasceram a bordo.

Quando os imigrantes do Urania foram recebidos pelo próprio Dom João, na ilha de Paquetá, o rei ficou impressionado com as condições a bordo. Mas os problemas ainda não haviam terminado. Em Nova Friburgo, as casas prometidas por Gachet eram senzalas de chão batido.

“Eles já se decepcionaram logo no primeiro momento. Existe um suíço chamado Jerome Lugon que deixa uma carta em que ele diz que as casas destinadas a eles eram barracos quase pútridos, úmidos, sem soalho e sem janelas. A região de Nova Friburgo, naquela região central, era uma região pantanosa. O Rio Bengala, eventualmente, principalmente nas estações chuvosas, transbordava e afetava as casas dos colonos”, conta o pesquisador e escritor Henrique Bom.

As famílias dos primeiros imigrantes - nomes como Bon, Wermelinger, Sanglard, Boechat, Ouverney - vivem nessa região até hoje. Da Suíça ficaram a arquitetura dos chalés, os pinheiros, a produção artesanal de queijos e chocolates.

No Vale de Ouverney, descendentes de uma mesma família de pioneiros ainda vivem em casas simples, do plantio e da criação de gado leiteiro. Uma vida não muito diferente da que os ancestrais encontraram dois séculos atrás.

“Essa terra ela dividiu para os filhos. Enquanto eu estou vivo, estou trabalhando, mas já está dividido, cada um com seu pedacinho”, diz Luis Otílio Ouverney, de 81 anos.

Fotos do antigo Bairro de Olaria - Nova Friburgo-RJ

Exposição no Fórum conta a história do bairro de Olaria

Quadros do artista plástico Ivadal Pereira da Silva resgatam imagens de um tempo que não existe mais

Vista da Praça 1º de Maio, com a Pedra do Imperador ao fundo. Década de 60

São 13 trabalhos em que ele utiliza apenas grafite e lápis de cor. Os quadros mostram o resultado do projeto denominado Olaria conta sua história, reproduzindo a história deste bairro que concentra o maior número de habitantes de Nova Friburgo.
O idealizador da mostra, Ricardo dos Santos Pereira, é advogado, empresário do ramo imobiliário e morador de Olaria há mais de 30 anos. Ivadal nasceu no bairro e é formado em contabilidade. Autodidata, recebeu apenas orientações técnicas com o professor Juarez Alves da Costa. Ele trabalhou a partir de fotografias inéditas doadas pela comunidade, acervos de empresas, livros já editados, entre outras fontes, retratando, assim, imagens de prédios antigos que não existem mais e os poucos que ainda estão conservados.
“Nosso desejo é resgatar a cultura de Olaria e incentivar os moradores de cada bairro e distrito da cidade a realizar trabalhos desse porte, em caráter educacional, para que Nova Friburgo reviva sua história através dos tempos, de geração em geração”, explica Ricardo.
A exposição pode ser apreciada de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h, na Avenida Euterpe Friburguense 201, Centro.

Casa sede da Copasc e da Pedrinco, na Avenida Conselheiro Julius Arp (antiga Rua São Clemente). Final da década de 30

Rua São Roque e o casario em torno. Década de 40

História de Nova Friburgo 3




Nova Friburgo - História
Em 16 de maio de 1818 D. João VI, sentindo a necessidade de uma colonização planejada de nosso país, a fim de promover e dilatar a civilização do vasto Reino do Brasil, baixou o decreto que autorizou o agente do Cantão de Fribourg, na Suíça, Sebastião Nicolau Gachet, estabelecer uma colônia de 100 famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, no Distrito de Cantagalo, localidade de clima e características naturais idênticas às de seu país de origem.
Foi nomeado inspetor da projetada colônia Monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiros, quem, de imediato, tratou da aquisição dos terrenos necessários à dita empresa; comprou duas datas de terra com meia légua de testada cada uma, pertencentes a Manoel de Souza Barros e a José Antônio Ferreira Guimarães, e também a sesmaria chamada Morro Queimado, que pertencera a Lourenço Correia Dias, na qual, mercê de seu clima ameno e sua situação topográfica, foi instalada a sede da colônia que tomou o nome de Nova Friburgo.
Em 1819-1820 chegavam a Nova Friburgo 30 famílias de colonos, formando-se o núcleo inicial da povoação. Sabendo o quão promissora era a cooperação desses estrangeiros para com a nova pátria, o Governo Real subscreveu, a 3 de janeiro de 1820, um alvará elevando Nova Friburgo à categoria de Vila, desmembrando para isso suas terras das de Cantagalo. A instalação da Vila deu-se a 17 de abril do mesmo ano.
Após a proclamação da independência (1823), O Governo Imperial enviou o Major George Antônio Scheffer à Alemanha a fim de ali contratar a vinda de imigrantes para as colônias de Leopoldina e Frankenthal estabelecidas na Bahia desde 1816, às margens dos rios Caravelas e Viçosa. Por motivos ignorados esses colonos acabaram sendo enviados a Nova Friburgo aonde chegaram a 3 de maio de 1824; eram 80 famílias - encabeçadas pelo Pastor Frederico Sauerbronn - que foram carinhosamente recebidas por Monsenhor Miranda, então readmitido no cargo de Inspetor, do qual se exonerara.
Esse sistema especial de administração da colônia por intermédio de um Inspetor designado pelo Governo Imperial vigorou até 1831; a partir desse ano a jurisdição passou a ser superintendida pela Câmara da Vila, a exemplo das outras localidades brasileiras. Finalmente, a 8 de janeiro de 1890, Nova Friburgo foi elevada à categoria de Cidade, tendo sua população aumentado com a chegada de imigrantes italianos, portuguêses e sírios.
A partir de 1910, Nova Friburgo que até então devia seu progresso ao desenvolvimento da lavoura e ao seu clima seco ideal para cidade de veraneio, via chegar vários cidadãos de iniciativa, tais como Conselheiros Julius Arp, Maximilian Falck e William Peacock Denis, que foram os pioneiros da era industrial friburguense. A estes se juntaram outros elementos de valor, provocando o surto de progresso verificado até os dias de hoje.
Com a melhoria dos meios de comunicação com as cidades do Rio de Janeiro e Niterói por ótimas rodovias pavimentadas, a indústria de turismo incorporou-se às demais fontes de renda da municipalidade. Paralelamente, desenvolveu-se o comércio local, que acompanhou o ritmo acelerado do progresso, assegurando assim, o equilíbrio econômico da comunidade

O Trem de Nova Friburgo-RJ


Um trem em plena Avenida Alberto Braune e ainda por cima na contra-mão ? Brincadeira de Photoshop ? Negativo.

Segundo o site Estações Ferroviárias, a estação de trens de Nova Friburgo foi inaugurada em 1873, como parte da Estrada de Ferro Cantagalo, que ia de Porto das Caixas, em Itaboraí até o hoje município de Macuco.


Em 1887 a ferrovia passou para a Leopoldina e foi desativada, juntamente com todas as suas estações, em 30 de maio de 1967.
A estação Nova Friburgo hoje em dia é ocupada pela Prefeitura Municipal da cidade, mantendo seu estilo arquitetônico.

A linha do trem atravessava a Alberto Braune e as praças Dermeval Moreira e Getúlio Vargas. Para evitar confusão no trânsito da cidade, o trajeto entre a atual Prefeitura e a estação de Conselheiro Paulino tinha que ser feita em, no máximo 10 minutos.


Trem atravessando a Praça Getúlio Vargas



Estação de Mury



Estação de Conselheiro Paulino



Estação de Riograndina


Aliás, existe a idéia de transformar esta estação no "Museu do Trem", com o acervo das Estradas de Ferro Cantagalo e Leopoldina. Mas como as coisas demoram um pouco para acontecer, aguardemos...

Fotos: Yvan Peixoto Jr., Décio Brian e Marcelo Lordeiro

Poço Verde em Lumiar - Nova Friburgo-RJ

Jardins do Nego - Nova Friburgo-RJ



Jardins do Nego. Estrada Friburgo-Teresópolis.

Igreja de Santo Antonio - Nova Friburgo-RJ

Igreja de Santo Antonio. Localizada na Praça do Suspiro, Centro da cidade de Nova Friburgo-RJ.

Queijaria Escola - Nova Friburgo-RJ



Colégio Anchieta - Nova Friburgo-RJ

Colegio Anchieta. 1911.



Colégio Anchieta Hoje


Praça Getúlio Vargas - Nova Friburgo-RJ

Praça XV de novembro. 1870.

Plaza Getúlio Vargas. 1954.

Colégio Nova Friburgo

Construido para ser um casino, hoje o Colegio Nova Friburgo abriga elo IPERJ (Instituto Politécnico delo Estado do Rio de Janeiro. 1960.

História de Nova Friburgo 5

Durante o século XIX a produção cafeeira promoveu a riqueza e o desenvolvimento da região de Cantagalo, embora baseada na dependência da mão-de-obra escrava e da degradação do meio ambiente.

Com o café, surge uma aristocracia fluminense formada por ricos fazendeiros, alguns elegendo Nova Friburgo para local de residência pelas boas condições de educação, saúde e acesso à Corte. Por sua atuação e influência na política e no comércio, muitos receberam durante o Império títulos de nobreza, surgindo então barões, viscondes e condes que deixaram sua marca na história da cidade.

O personagem de maior destaque é Antônio Clemente Pinto, imigrante português que no século XIX representava uma das maiores fortunas de todo o país, sendo proprietário de duas dezenas de fazendas e palácios como os do Catete, no Rio e do Gavião, em Cantagalo. Em março de 1854, por decreto do Imperador Dom Pedro II recebeu o título de Barão de Nova Friburgo. Em sua casa, localizada na Praça Getulio Vargas, hoje funciona a Oficina Escola de Artes e o Centro de Arte. Foi dele a iniciativa de trazer para a região a estrada de ferro com o objetivo de escoar com maior rapidez a produção cafeeira para o porto do Rio.

Seus filhos seguiram a mesma atuação: Antonio Clemente Pinto Filho, que viria a ser o 1º barão, visconde e Conde de São Clemente, deixou para a cidade a beleza do Parque São Clemente, construído pelo paisagista Glaziou, com seus lagos, caminhos e bosques em meio ao centro urbano de Nova Friburgo. Foi ele o primeiro presidente da Sociedade Musical Euterpe Friburguense, fundada em 1863 pelo português Samuel Antônio dos Santos, sob a proteção de Santa Cecília e Santo Antônio.

Seu outro filho, Bernardo Clemente Pinto Sobrinho, que mais tarde seria 2º barão, visconde e Conde de Nova Friburgo, foi o responsável pela construção da estrada de ferro até Nova Friburgo. A Linha de Cantagalo, construída entre 1860 e 1873, ligava a região de Porto das Caixas, em Itaboraí a Macuco, além da cidade de Nova Friburgo, na região de Cantagalo. Em Nova Friburgo existiam 5 estações, a primeira em Teododo de Oliveira, a segunda em Muri, a terceira no centro, onde hoje está instalada a sede da Prefeitura, a estação de Conselheiro Paulino e a estação de Rio Grandina, única que ainda apresenta vestígios desse período da história friburguense. Era do Conde também o prédio que hoje abriga o Sanatório Naval, na época construído como sua casa de caça.

Outro personagem da história de Nova Friburgo é Elias Antônio de Moraes, que vem a ser o 2° Barão das Duas Barras. Médico, viveu sob a tutela do Barão de Nova Friburgo quando em seus estudos na Corte no período em que o Barão construía o Palácio Nova Friburgo (hoje Palácio do Catete). Influenciado por isso, mandou construir para sua residência em Nova Friburgo uma réplica em menor dimensão, e que hoje abriga a Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo.

Fribourg e Nova Friburgo

Uma história de amor: Fribourg e Nova Friburgo

11/12/2007 Publicado por: Xico Lopes Categoria: Brasil, Cidades, Europa, História, Livros, Migrantes & Refugiados, Suíça

A incrível aproximação entre estas duas cidades gera descobertas, laços de amizade, rasgos de generosidade e intercâmbio cultural.

Fribourg

Fribourg, Suíça

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Nova Friburgo, Brasil

Tudo começou em 1973.

“Duas cidades, um só coração”. Este o lema adotado por associações brasileiras e suíças, que vêm alimentando uma crescente aproximação entre a cidade fluminense, fundada por suíços, em 1818, e a multissecular Fribourg, de onde partiu a maioria dos 2006 futuros colonos em busca de dias melhores no Brasil.

Tiro de partida

Durante um século e meio, Friburgo, a nova, e Fribourg, a antiga, se ignoram. Mas tudo vai mudar a partir de 1973, quando uma tese universitária conta em detalhes as circunstâncias da iniciativa.

A tese, intitulada “La Genèse de Nova Friburgo”, publicada em livro é o tiro de partida dessa aproximação. O interesse em conhecer o autor, Martin Nicoulin, a primeira viagem de uma caravana de 261 suíços a Nova Friburgo em 1977 e, no ano seguinte, a fundação simultânea da Associação Fribourg-Nova Friburgo e da sua congênere, Nova Friburgo-Friburgo – com o objetivo de “manter e reforçar os laços de amizade” – deslancharam de vez o processo.

Ajuda aos “primos”

Desde que na Suíça, em particular os friburguenses descobriram, na obra de Nicoulin e no contato com os brasileiros de Nova Friburgo, que a história da cidade os tocava de perto, participaram de diferentes iniciativas para ajudar esses “primos” distantes.

Os projetos mais espetaculares foram a fundação de uma Queijaria Escola em 1987 e de uma Casa Suíça – que inclui memorial da imigração e uma sala de conferência e espetáculos – em 1996.

Mas nesse período, vários empreendimentos – mais discretos – como a inauguração de um lar para deficientes mentais, fundação de escolas primárias, incentivos culturais e intercâmbio de alunos, além de viagens em grupo, nas duas direções – da Suíça ou do Brasil – por diferentes motivos ou pretextos, representaram etapas dessa aproximação bilateral.

Busca de raízes

Algumas iniciativas partiram de simples curiosidade, mas a maioria levou a descobertas, a abertura de espírito e mesmo a verdadeiras amizades, realizando-se em pouco tempo o que a diplomacia levaria anos e anos para concretizar.

Um aspecto que chamou particularmente a atenção foi o interesse demonstrado por muitos brasileiros de origem suíça de encontrarem suas raízes.

Como a obra de Martin Nicoulin é de micro-história – com a descrição pormenorizada das famílias e indivíduos que emigraram para Nova Friburgo no século XIX, inclusive dos instrumentos de trabalho que levaram – os descendentes puderam saber exatamente de onde eram originários seus antepassados.

Esse interesse surgiu já antes de o livro A Gênese de Nova Friburgo ser publicado em português, em 1996, mas persistiu depois, coincidindo com uma fase da História em que, pelo menos no mundo ocidental, diferentes valores de referência caíram por terra e quase todo o mundo buscava em que se agarrar. As raízes tornaram-se uma dessas referências valorizadas. Nesse sentido o livro prestou um serviço exemplar.

Hoje existem em Nova Friburgo associações de famílias de descendentes e até livros dedicados ao assunto.

Em outras partes do Brasil, nota-se também a preocupação com a busca das raízes. Mas, certamente, Nova Friburgo figura, pioneiramente, nessa busca.

SITES RELATIVOS

Aliança Francesa - Nova Friburgo-RJ

História da Aliança Francesa Com uma história de mais de um século, a Aliança Francesa, fundada em 1883, se tornou a maior rede de associações culturais do mundo. Em 1885, apenas 2 anos depois de inaugurada em Paris, a Aliança Francesa abre uma filial sua na cidade do Rio de Janeiro.

Nova Friburgo, pelo fato de já ter "nascido falando francês", conta com a língua francesa em sua história desde 1818. Apesar de ser lecionado durante os primeiros anos de colonização suíça, o idioma francês só voltou a ser ensinado em 1979, quando foi fundada a Aliança Francesa de Nova Friburgo. Desde então, a professora francesa, Annette Bordage Bessa, tem estado à frente desta associação franco-brasileira.

Veja detalhes abaixo sobre:


A fundação da 1ª Aliança Francesa no mundo em 1883


Aliança Francesa de Paris

Em 21 de julho de 1883, várias personalidades reunidas no Boulevard Saint Germain (Paris), tendo como presidente, o embaixador francês Paul Gambon, decidiram fundar uma associação cultural e de difusão do idioma francês. Alguns meses mais tarde, em janeiro de 1884, nascia a Aliança Francesa de Paris.

Esta seria uma instituição que levaria não só a língua francesa pelo mundo afora, mas também os importantes valores do humanismo, da liberdade e da democracia.

Vários franceses famosos se destacam na história da Aliança Françesa, como o cientista Louis Pasteur e o escritor Julius Verne, que trabalharam para tornar esta entidade uma realidade.

Sobe

A Aliança Francesa no Brasil desde 1885

São quase 120 anos de Brasil. Uma experiência secular, muitos intercâmbios realizados e certamente uma amizade que se aprofunda a cada dia entre a França e o Brasil. Bem verdade, o Brasil por muitos anos teve como referência cultural e intelectual a própria França. Isso contribuiu para que a primeira Aliança Francesa do Brasil fosse instalada no Rio de Janeiro em 1885, uma das mais antigas do mundo.

Na década de 30, São Paulo despontava como uma grande cidade industrial. Acreditando no futuro promissor desta cidade, a Aliança Francesa de São Paulo é fundada em 1934. Durante os anos de 1960 e 1970 a instituição se espalharia pelo território brasileiro.

Sobe

A cidade brasileira que "nasceu falando francês"

Gravura da colônia suíça de Cantagalo em 1820 (Futura Nova Friburgo)
Nova Friburgo, 1820 - A cidade que nasceu falando francês (gravura de Debret)

Nova Friburgo, primeira cidade brasileira criada especialmente para acolher imigrantes, tem a língua francesa como parte de sua história.

Seus primeiros habitantes, colonos suíços, vindos na maioria do Cantão de Fribourg na Suíça, chegaram à cidade no ano de 1820 e com eles, o idioma francês.

Quatro anos mais tarde, em 1824, chegavam à Nova Friburgo os primeiros imigrantes alemães no Brasil. Portanto, de certa maneira, as primeiras línguas oficiais Friburgo foram a francesa e a alemã.

1º Encontre entre suíços e descendentes dos suíços em Nova Friburgo
Famílias descendentes dos pioneiros suíços, Nova Friburgo / Brasil

A população de Nova Friburgo, em março de 1851, seria de 1.496 habitantes livres. Desse total 857 pessoas da colônia suíça, de língua francesa e católicos, e 639 pessoas da colônia alemã, protestantes.

Em nossas pesquisas, foi interessante descobrir que a Aliança Francesa não foi a primeira instituição a ensinar francês em Nova Friburgo. Uma interessante carta escrita em 1824 pelo pastor Friedrich Sauerbronn, líder dos colonos alemães, relata aos seus parentes e amigos da Alemanha, que seus filhos tinham aulas de francês e português no recém fundado Colégio Suíço.

A carta é um documento histórico de grande importância para Nova Friburgo, pois relata em detalhes a vinda dos pioneiros alemães para o Brasil. O reverendo Sauerbronn narra as dificuldades durante a travessia do Atlântico como as tempestades, a quebra de mastro, o incidente com o navio pirata causando grande susto nos colonos além da morte de sua esposa e de seu recém-nascido filho e ainda relata a chegada dos alemães no Rio de Janeiro, a recepção por parte do imperador D. Pedro I, e suas primeiras impressões da cidade de Nova Friburgo.

A carta em português pode ser lida aqui: "Relato do pastor Sauerbronn à comunidade de Becherbach".

Sobe

A história Aliança Francesa em Nova Friburgo

Annette Bordage Bessa

No desejo trazer novamente o francês para cidade, a Câmara dos Vereadores e a Prefeitura de Nova Friburgo solicitaram ao Consulado Francês no Rio de Janeiro o estabelecimento de um curso de língua francesa para os friburguenses.

Então, em 1978, a Aliança Francesa do Rio de Janeiro inaugura uma filial sua em Nova Friburgo. A professora francesa, Annette Bordage Bessa (foto ao lado), foi escolhida para dar os primeiros cursos e administrar a nova filial.

Em 1994 é formada a assembléia fundadora criando a Associação de Cultura Franco-Brasileira (Aliança Francesa de Nova Friburgo), a qual tem seu estatuto de acordo com as regras e objetivos da Alliance Française de Paris. Assim ela deixa de ser uma filial do Rio de Janeiro e torna-se uma associação independente.

História de Nova Friburgo 6

Lembrando a viagem que nunca teve volta

Pouco mais de duas mil pessoas saíram do cantão de Friburgo no século 19 rumo ao Brasil para criar um novo paraíso: Nova Friburgo. Muitos deles morreram no caminho.

Na Suíça, uma associação que une as duas cidades organiza uma delegação de duzentas pessoas para visitar seus "conterrâneos" em outubro de 2009. swissinfo entrevista seu presidente e fala de uma história que emociona suíços até hoje.

Dentre os passeios oferecidos aos suíços do estrangeiro durante o seu congresso anual no último final de semana, em Fribourg, seguramente o mais marcante ocorreu em Estavayer-le-Lac, localizado às margens do lago de Neuchâtel.

Não foi apenas a beleza do pequeno vilarejo medieval com seus castelos, muralhas, casarões e o azul profundo do lago que deixaram lembranças nos expatriados. O ponto alto do programa foi mais singelo e atingia o fundo dos seus corações: escutar a história e visitar o monumento em homenagem aos imigrantes suíços que partiram do porto de Estavayer-le-Lac em direção ao futuro incerto na nova cidade que iriam fundar, Nova Friburgo no Brasil.

O monumento foi inaugurado em 1981, quando um grande grupo de "friburguenses" brasileiros veio à Suíça reencontrar suas origens durante uma viagem oficial. Esse dia foi relembrado com emoção pela anfitriã do passeio. "Não só eu, mas uma centena de pessoas presentes chorou quando viu os descendentes de suíços desembarcando simbolicamente no porto, como fizeram seus ancestrais há tantos anos", disse Thérèse Meyer-Kaelin, deputada-federal.

Em meio ao grupo de participantes, swissinfo encontrou Raphaël Fessler, presidente da Associação Friburgo-Nova Friburgo, a quem fez algumas perguntas sobre as relações entre as duas cidades irmãs.

Como se iniciou a sua relação com Nova Friburgo?

Raphaël Fessler: Foi quando eu encontrei, em 1981, a delegação que veio de Nova Friburgo para festejar no nosso país o 500° aniversário da entrada do cantão de Friburgo na Confederação Helvética. Nesse momento descobri a história dos imigrantes suíços em Nova Friburgo. Mas na verdade ela começou bem antes, graças a um historiador chamado Martin Nicoulin, que se apaixonou pela história. Ele escreveu uma tese de doutorado sobre o tema intitulada "A gênese de Nova Friburgo" (n.r: La Genese de Nova Friburgo. Emigration et Colonisation Suisse au Brésil 1817-1827. Martin Nicoulin. Fribourg: Editions universitaires, 1973) e que se tornou posteriormente um best-seller no cantão. Ela levou um grande número de pessoas a pensar na idéia de um reencontro, pois havíamos perdido o contato com esses suíços desde o século 19.

Depois de tanto tempo, quando foi o primeiro encontro entre os "friburguenses" dos dois países?

R.F.: Foi em 1977, quando se organizou a primeira viagem oficial de suíços do cantão de Friburgo para Nova Friburgo. Lá a delegação teve uma acolhida extremamente calorosa. Em 1981, foi a vez dos brasileiros virem para cá.

Praticamente a cada dez anos fazemos um grande encontro, uma viagem oficial onde participam não apenas amigos, mas também artistas, músicos, cantores e autoridades. A próxima viagem já está marcada para outubro de 2009. Será uma delegação suíça composta por aproximadamente 200 pessoas que irá para o Brasil.

Lá iremos festejar os 30 anos da Associação Friburgo-Nova Friburgo, uma organização que funciona como motor das relações entre o Brasil e a Suíça.

No seu discurso você falou que a associação está enviando um brasileiro à Friburgo com a incumbência de administrar a Casa Suíça. É verdade que alguns projetos lá, como a queijaria, estavam meio mortos?

R.F.: De fato, existem algumas idéias no Brasil que são meio efêmeras. Mas a queijaria existe desde 22 anos e nunca parou de funcionar. Ela só reduziu um pouco o volume das suas atividades. Só havia o lado cultural que estava sendo negligenciado.

Mas agora tivemos a sorte de encontrar a pessoa ideal. Ela se chama Maurício Pinheiro, um brasileiro de Nova Friburgo e que viveu sete anos em Berna, sendo casado também com uma bernesa. Ele terá a missão delicada, mas apaixonante, de animar essa Casa Suíça e transformá-la em um ponto de encontro para todos, não apenas os descendentes de suíços. Ela é um instrumento extraordinário de comunicação, mas que estava sub-explorada.

O responsável pela queijaria em Nova Friburgo é um suíço?

R.F.: Nos primeiros dois anos foi o mestre-queijeiro suíço Othmar Raemy, que hoje é chefe de uma grande empresa em Gruyère. Na época ele foi enviado ao Brasil com sua família para montar todo o complexo.

Depois ele formou um mestre-queijeiro brasileiro, que até hoje é o mesmo dos últimos vinte anos. Você pode ver que existe uma continuidade e estabilidade, algo que não é tão evidente no Brasil, um país onde as coisas se movimentam rápido.

A queijaria também deve ser um negócio rentável? Qual o público consumidor para queijos suíços no Brasil?

R.F.: Existe sim um mercado local e ele está no Rio de Janeiro, uma grande metrópole que está distante apenas duas horas de carro. Os brasileiros vêm bastante nos finais de semana visitar o museu e também comprar queijo.

A queijaria sempre foi autônoma. Agora encontramos uma nova solução para gerar mais lucros que irão assegurar a realização de outras atividades. Desde o início do ano, o mestre-queijeiro local aluga o espaço. O aluguel vai para a fundação da Casa Suíça, que então irá fazer as reformas necessárias no prédio - no Brasil, com o clima tropical, as construções se deterioram com uma rapidez espantosa. Além disso, o dinheiro também vai manter essas atividades culturais nos próximos meses.

Quantas famílias suíças foram repertoriadas em Nova Friburgo?

R.F.: No seu livro, o historiador Martin Nicoulin repertoriou o nome e o sobrenome de todas as pessoas que partiram, ou seja, 2.200 suíços que imigraram.

Isso representa aproximadamente 170 diferentes nomes de diferentes famílias. A maior parte desses nomes ainda está presente em Nova Friburgo, apesar de terem sofrido modificações com o passar do tempo. Existem famílias que são mais desenvolvidas do que outras. Por exemplo, os Türler no Brasil tem 3.500 membros enquanto que, no cantão de Friburgo, eles são apenas algumas centenas.

Esses descendentes têm a nacionalidade suíça?

R.F.: Precisamos esclarecer essa situação: as pessoas que partiram em 1819 para Nova Friburgo perderam a nacionalidade suíça. Hoje, os descendentes de sétima ou oitava geração não têm o passaporte helvético.

Na época eles sabiam que isso fazia parte do acordo: tratava-se de uma viagem sem volta. Mas no fundo do coração eles têm uma chama que lembra suas origens suíças.

Quando você fala em viagem sem retorno, é verdade que os suíços que imigraram para o Brasil eram os mais pobres dos pobres, dos quais as comunas simplesmente queriam se livrar?

R.F.: Das 2.200 suíços que partiram, 800 eram friburguenses. Por isso é que havia uma maioria de friburguenses e por isso é que a nova cidade se chamou Nova Friburgo. Por que havia uma maioria de pessoas do cantão de Friburgo?

Seguramente, pois nesse cantão é que foram encontrados uma quantidade maior de pobres. Porém eu lembro que também haviam 500 jurassianos. Se o cantão de Genebra enviou tão poucos foi pelo fato deste já estar entrando em processo de industrialização.

Quando houve a campanha de promoção em 1818, onde era dito 'Nós oferecemos terras no Brasil. Venha para o Brasil!', muitos pensaram em começar uma vida nova ou simplesmente fugir da miséria. Mas é verdade que algumas comunas se aproveitaram da situação para se livrar de apátridas, marginais e outros problemas sociais.

A grande maioria partiu cheia de esperanças para iniciar algo de novo. A Suíça não se livrou deles, além do que alguns até ganharam essa possibilidade. Mas é claro que para algumas famílias a mudança foi uma tragédia. Muitas delas morreram durante a viagem.

Como conta a história, com tantas dificuldades e sacrifícios, será que os suíços foram bem sucedidos no Brasil?

R.F.: Naquela época a viagem já era bem longa. Em primeiro lugar eles tinham de chegar na Holanda, onde ficavam muito tempo esperando em áreas insalubres os barcos que, algumas vezes, levavam até quatro meses para chegar no Brasil.

Depois era necessário subir as montanhas para encontrar os terrenos que lhes haviam sido prometidos. Os que conseguiram chegar ao seu destino eram, seguramente, os mais fortes do ponto de vista físico e moral.

Mas é preciso notar que a altitude das terras de Nova Friburgo, 900 metros acima do nível do mar, dava um clima que terminou decepcionando os suíços. Isso os levou uma parte deles a ir para Cantagalo, que era mais baixo, para cultivar café. É por isso que dizemos que o café terminou salvando os suíços no Brasil.

swissinfo, Alexander Thoele



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Liomar Ouverney (Overney) , br
Sou descendente de uma dessas famílias, tenho todos os documentos de meus antepassados (batismo, óbito e casamento). Minha família é tradicional de nova Friburgo, assim como a minha noiva ( Marfurt). escrevi em minha monografia do curso de Letras sobre as MEMÓRIAS dos colonos e também de sua SAGA. Tive como base o conto do escritor friburguense Raphael JACCOUD, O cordão de ouro de Catherine Balmat Jaccoud. Tenho uma bandeira da Suíça e nenhuma do Barsil, quatro camisas da seleção da Suíça(sofro) E nenhuma do Brasil. Engraçado!!! Amo a Suíça e gostaria de poder ir neste encontro de outubro de 2009. Termino com a frase:"Os suiços souberam fazer brasileiros"
Joao Kraetli , br
Nos os descendentes queremos a nacionalidade Suica e o passaporte Suico. Quando o governo Suico vai reparar essa enorme injustica ? A Ialia, Portugal e Espanha sao muito generosos e o governo Suico se mostra muito mesquinho para com seus descendentes. Joao Kraetli.
Sonia , br
Eu sou descendente de uma dessas famílias;sou apaixonada pela Suiça como se tivesse nascido ali, considero a minha pátria.Meu bisavô chegou com a família, oriundo de St Ursanne.Eu gostaria de saber se há possibilidade de encontrar ali o registro de nascimennto dele.


FRIBURGO, SUÍÇA

Friburgo (em francês: Fribourg; em alemão: Freiburg ou Freiburg im Üechtland)
Línguas oficiais: alemão e francês

Cidade de Friburgo
Área de ocupação: 9,32 km²
População: 36.544 habitantes
Altitude: 610 m (o ponto mais elevado é o Schönberg: 702 metros)

Cantão de Friburgo
Área de ocupação: 1.671 km²
População: 258.252 habitantes
Ponto mais elevado: Vanil Noir com 2.389 metros
Ponto menos elevado: Lago de Neuchâtel

A cidade foi fundada em 1157 por Berchtold IV von Zähringen. O cantão faz parte da Confederação Helvética desde 1481.


NOVA FRIBURGO, BRASIL

Altitude: 846 metros
Ocupa uma área de 935,81 km²
População total: 173.321
Línguas oficiais: português
Principais atividades econômicas: indústria de moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário, metalúrgicas, etc).

Nova Friburgo foi inicialmente colonizada por 261 famílias suíças entre 1819-1820, totalizando 1.682 imigrantes. O município foi batizado pelos suíços ganhando o nome de "Nova Friburgo" em homenagem à cidade de onde partiram a maioria das famílias suíças - Friburgo, no Cantão de Friburgo.

Nova Friburgo foi a primeira colônia não lusitana a ser fundada no Brasil, tornando-se a verdadeira Suíça Brasileira.


INÍCIO DE NOVA FRIBURGO

A história de Nova Friburgo teve seu início em 1818, quando Dom João VI autorizou, por decreto, a imigração de 100 famílias suíças provenientes, principalmente, do Cantão de Fribourg e Berne, para a colonização agrícola da Fazenda do Morro Queimado. Do total de 2.006 emigrantes que saíram da Suíça, somente 1.621 chegaram a Nova Friburgo. Devido às condições precárias antes e durante a viagem que agravaram o estado de saúde da população, 385 pessoas morreram no percurso.

Os pequenos proprietários suíços que vieram cultivar a terra com seu próprio trabalho e de suas famílias não alcançaram êxito. Isto deveu-se à falta de apoio; às condições das terras recebidas pelos colonos, onde a grande quantidade de pedras e a densidade da mata limitavam a utilização do solo; e à dificuldade de acesso aos significativos mercados consumidores.

Em função disto, muitos colonos suíços deixaram suas terras em busca de melhores condições de vida na região cafeeira de Cantagalo. Aqueles que permaneceram, sobreviveram produzindo milho, batata, feijão, café, criando animais domésticos e fabricando laticínios (fonte: prefeitura de NF)


Movimento Nova Friburgo 200 Anos

Movimento Nova Friburgo 200 Anos

Criada pelo Decreto do Rei Dom João VI, em 16 maio de 1818, pioneira em todo o Brasil das colônias suíça (1819) e alemã (1824), além de primeiro núcleo brasileiro de colonos (não-portugueses) de mão-de-obra livre, Nova Friburgo é uma cidade especial.

Lugar de belezas naturais infindas, entre vales verdejantes, sua história é das mais ricas no contexto nacional. Ao todo, dez Nações constituem a sua formação étnica, pois além dos pioneiros colonizadores, ao longo do tempo, outros povos a exemplo de espanhóis, italianos, austríacos, húngaros, libaneses e japoneses ajudaram a construir sua trajetória de terra acolhedora.

Seus 200 anos de fundação, em 2018, portanto, constituem a oportunidade ímpar para que seus cidadãos, as forças representativas de todos os segmentos, o Poder público, a sociedade organizada enfim, irmanados num grandioso plano, projetem seu futuro cada vez melhor.

O resgate de sua história, de sua cultura e de seus valores mais elevados, constitui a proposta básica deste Movimento, calcado em quatro pilares básicos: A Natureza, A História, O Povo e A Cidade.

Secretaria Executiva do Movimento Nova Friburgo 200 Anos

Rua Fernando Bizzotto, 39 - centro (sede da CDL/NF) – Tel.: (22) 2525-2041

e-mail: contato@novafriburgo200anos.org.br

História de Nova Friburgo 7


A colonização alemã no Brasil

Há 180 anos, em Nova Friburgo, começava e ser escrita uma história de suor e lágrimas, de idealismo e tenacidade, de amor e coragem: a história dos imigrantes alemães que aqui chegaram em 3 de maio de 1824, em busca da prometida terra fértil, onde pretendiam fincar suas raízes, trabalhar, viver e morrer em paz. Iniciava-se, assim, no generoso solo friburguense, a colonização germânica em nosso país, que continuaria pouco depois, com a chegada de outros colonos a São Leopoldo, no sul do Brasil.

Numa homenagem de saudade e reconhecimento aos primeiros alemães chegados a Nova Friburgo em 3 de maio de 1824, divulgamos, abaixo, alguns de seus nomes:
Balchasar Grieb
Jacob Winter
Henrich Schott
Christian Nagel
Nicolaus Caesar
Jacob Spanner
Joh. Michel Brod
Phillipp Gaspar
Heinrich Class
Conrad Boehlinger
Peter Schimidt
Johan Freyer
Conrad Klein
Philipp Ulbbrich
Carl Fals
Philipp Heringer
Josef Erthal
Daniel Durr
Ernst Ulbrich
Friedrich Sauerbron
Joh. Georg Schwinn
Carl Schwenk
Nicolaus Herrmann
Jacob Klein Sen
Peter Berbert
Jacob Klein
Jonnas Emmerich
Caspar Caesar
Peter Reipert
Johannes Brust
Heinrich Juenger
Wilhelm Gradwohl
Jacob Gradwohl
Philipp Schaus
Nicolaus Baum
Carl Heiderich
Jacob Heringer
Louis Boehm
Peter Nanz
Heinrich Eller
Joh. Schmidt
Heinrich M. Nanz
Heinrich Emmerich
Heinrich Duerrer
Johannes Jungblut
Conrad Broeder
Werner Laubach
Wilhelm Schwab
Margarethe Dauth
Heirich Schenkel
e as famílias:
Braune
Sattler
Weiber
Ekhart
Schint
Boher
Stork
Deuschwitz
Frese
Oberlaender
Wiegang
Gade
Barthans
Heggdorn
Bongard
Brantz
Werner
Asth
Mayer
Guebel
Hermsdorff
Fendler
Leuenroth
Peckert
Jeckert
Riebert
Gherard
Frez
Zinder
Hottz
Dietrich

Os Primeiros

Nova Friburgo foi fundada em 1818 com a vinda de famílias de colonizadores suíços, contratados por ordem de D. João VI. Esses pioneiros tiveram toda sorte de facilidades: sua passagem era paga pelo governo português, que ainda lhes davam subsídio anual. Além dessa ajuda, eram também amparados por uma sociedade de beneficência suíça existente no Rio de Janeiro.
Com tudo isso, ou talvez até mesmo desestimulados pelo excesso de benefícios, muitos suíços não se interessaram suficientemente pela terra friburguense. Aos poucos foram se dispersando, subindo até Cantagalo a se ramificando pelas regiões próximas, em busca de terras férteis e mais acessíveis. Assim, a colônia sonhada por D. João VI atravessava uma séria crise já em 1824, quando para ela voltou seus olhos o Imperador D. Pedro I.

Chegam os alemães

No começo de 1824 cerca de 400 alemães estavam em Niterói, nos edifícios da antiga Armação de São Domingos (Centro de Armamento da Marinha), aguardando a decisão do governo, sobre o local onde iriam se estabelecer definitivamente, foi então que D. Pedro decidiu sua partida para a colônia de Nova Friburgo, nesse sentido remetendo instruções a 5 de abril de 1824 ao Monsenhor Pedro de Miranda Malheiros, encarregado dos serviços de imigração e colonização. Monsenhor Miranda prontamente comunicou as providências necessárias ao administrador da Vila de Nova Friburgo, a 8 de abril e a 15 foram-lhe também enviadas instruções quanto à localização dos colonos, com ordem para o início imediato do trabalho de lavouras. Os alemães chegaram em Nova Friburgo em duas divisões, a primeira em 3 de maio e a outra no dia seguinte, 4 de maio de 1824. Esses colonizadores, porém, haviam pago suas passagens de vinda, não receberam qualquer subvenção e custaram 16 meses para receber seus lotes de terra, prometidos em contrato. Com isso, ao entrarem de posse da terra, muitos já estavam desprovidos de recursos, outros desanimados, fato que não escapou à observação do Pastor Sauerbronn, seu acompanhante naquela empreitada.


O êxito da colonização alemã – escrevia ele em 1828 – seria bem maior se eles tivessem desde logo tomado posse dos lotes que lhes foram prometidos, o que ocorreu apenas 16 meses depois, quando muitos recursos já haviam sido empatados, sem retorno em qualquer tipo de produção vantajosa. Apesar disso, continua o manuscrito, os alemães igualaram e até superaram os suíços em seus trabalhos com êxitos. Já naquele tempo, Sauerbronn pregava a necessidade de melhores estradas para Friburgo. Suas observações a respeito da primazia da mão-de-obra alemã, também confirmaram e, recentemente, foram reconhecidos pelos próprios historiadores suíços que se têm ocupado da fundação de Nova Friburgo.

A contribuição alemã ao progresso

Teve notável influência no desenvolvimento sócio-econômico de Nova Friburgo a colonização alemã, aqui iniciada em maio de 1824. Oriundos de um continente onde a tecnologia agropecuária já havia atingido um nível mais elevado que o do nosso país, os alemães introduziram entre nós uma nova mentalidade e um sistema de trabalho mais produtivo.
As primeiras levas destinaram-se, como era previsto, para as atividades agrícolas. Mais tarde, porém, outros alemães vieram radicar-se em nosso município e implantaram, no inicio do século, as primeiras industrias, que, a princípio, eram pequenas oficinas, onde eles próprios e alguns empregados dedicavam-se à tarefa manufatureira. No entanto, graças à qualidade de seus produtos, que tiveram excelente acolhida junto ao mercado consumidor, essas fábricas rapidamente se expandiram, passando a absorver uma crescente oferta de mão-de-obra.
Hoje, essas industrias pioneiras, entre as quais se contam a Fábrica Ypu, Fábrica de Rendas Arp, Fábrica de Filó e Ferragens Haga, constituem um verdadeiro orgulho de Nova Friburgo pela grandiosidade de suas instalações e pela sua organização, onde capital e trabalho coexistem em perfeita harmonia. A essas juntaram-se outras empresas capitaneadas por elementos de origem germânica, que integram o punjante parque industrial friburguense. Também em outras atividades empresariais, educacionais e culturais é marcante a presença da raça alemã, com uma contribuição valiosa para o engrandecimento do município.


Os Luteranos

A primeira comunidade luterana do Brasil foi a dos alemães chegados em Nova Friburgo em 3 de maio de 1824, em 1827 os luteranos construíram seu primeiro Templo, no mesmo lugar onde haviam se estabelecidos assim que chegaram, na então “Praça do Pelourinho”, hoje Praça Marcílio Dias no Paissandu, mas as autoridades locais mandaram demolir. Somente em 1857 foi possível construir uma igreja perto do local anterior, obedecendo às leis vigentes, não tinha torre, nem sinos e nem nada que a diferenciasse de outras casas.
Foram diversas as causas para que a história da Igreja luterana no Brasil começasse apenas em 1824: por motivos políticos e econômicos, Portugal não desejava imigração para o Brasil a não ser de portugueses. Mesmo com a vinda de D. João VI em 1808, nada mudou no setor religioso: a igreja Católica era a religião oficial e qualquer outro culto era proibido. A mentalidade só começou a mudar quando o príncipe herdeiro, Dom Pedro I se casou com uma princesa austríaca alemã, a arquiduquesa Leopoldina Carolina Josefa.





Observações Importantes

Através dos manuscritos deixados pelo Pastor Frederico Osvaldo Sauerbronn e documentos religiosos por ele cuidadosamente guardados, desde o início de sua atividade em Nova Friburgo, em 1824, permitiram aos seus sucessores estabelecer a cidade como o ponto exato em que se iniciou a colonização alemã no Brasil.
Ao contrário do que se pensa, dando-se ao sul do Brasil como ponto inicial da imigração de alemães, foi em Nova Friburgo que eles primeiro se estabeleceram, ali chegando a 3 de maio de 1824. Era tão importante esse núcleo que a Igreja Luterana de Nova Friburgo ficaram subordinados às próprias comunidades da então capital do Império coincidindo o estabelecimento da colonização alemã com a implantação no Brasil daquela Igreja.

É importante lembrarmos que as pesquisas apontam outros movimentos migratórios de alemães antes de 3 de maio de 1824, na própria caravana de Pedro Álvares Cabral em 1500 haviam 34 militares alemães, quando os holandeses invadiram o Brasil no século XVI, muitos vieram e se estabeleceram em Pernanbuco, em 1818 muitos foram contratados para trabalharem em fazendas de café no sul da Bahia e muitos outros que vieram para o Brasil em diversas épocas diferentes. Mas o que temos que levar em conta é o sentido da palavra colonização, que inclui determinar ativamente o desenvolvimento de uma região, preservando costumes e tradições do colonizador por um período histórico presumido de 50 anos, estabelecendo a identidade da região, social, cultural e economicamente, e neste caso, o berço da colonização alemã no Brasil foi Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, ou seja, uma imigração de caráter coletivo, de grande porte e oficial, contratada pelo imperador D. Pedro I, constituída de imigrantes, que prosperou e é ativa até hoje.


Alguns parágrafos foram copiados na íntegra dos jornais: A Voz da Serra e Deutsche-Welt (Mundo Alemão).

História de Nova Friburgo 8

Município de Nova Friburgo

Pré-História

A América do Sul foi provavelmente o último continente do planeta a ser habitado por humanos, à exceção da Antártida. As primeiras evidências de ocupação humana datam de 6500 a.C. Segundo a teoria paleontológica mais consolidada, os primeiros habitantes do continente teriam chegado por terra, vindo da América do Norte e, antes disso, da Ásia por meio de uma ponte de gelo existente entre os dois continentes na última Era Glacial. Outras teorias, no entanto, especulam que a América do Sul poderia ter sido povoada por polinésios que teriam atravessado o Oceano Pacífico em jangadas de bambu. Por volta do ano 1000, mais de dez milhões de pessoas habitavam o continente, concentrados principalmente na Cordilheira dos Andes e no litoral norte, banhado pelo Mar do Caribe. As demais regiões eram de povoamento mais esparso e nômade.

A colonização

Em 1494, face à chegada ao Mar do Caribe por Colombo, Portugal e Castela se apressaram em negociar a partilha das novas terras. A divisão do planeta em dois hemisférios foi oficializada no Tratado de Tordesilhas, auspiciado pelo papa ibérico Alexandre VI.
O primeiro registro visual do continente sul americano por europeus aconteceu em 1498, pelo navegador português Duarte Pacheco Pereira. Nos anos seguintes, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, o genovês Cristóvão Colombo e o português Fernão de Magalhães, todos a serviço de Castela, costearam e exploraram o litoral sul-americano em diferentes pontos. Em 1500, o português Pedro Álvares Cabral chega oficialmente ao Brasil e toma posse da nova terra para Portugal.
Logo o Brasil foi dividido em doze capitanias estendidas da costa ao meridiano de Tordesilhas.
No século VI para acabar com a pirataria e apossar-se definitivamente da terra, o rei português D. João III iniciou de fato a ocupação do Brasil abandonando a colonização de outros territórios na África e no Oriente encaminhando para a nova colônia mais homens e navios.
No século VII o reino português foi incorporado ao reino espanhol. Com a restauração da independência portuguêsa foi aclamando governante de todos os territórios portuguêses o Duque de Bragança com o nome de D. João IV.
No inicio do século XIX as guerras de Napoleão e a invasão da Península Hispânica por suas tropas, precipitaram a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808, tendo á frente o Príncipe Regente D. João que em 1816, com o falecimento de sua mãe a Rainha, D. Maria I, assumiu o titulo de D. João VI em coroação na cidade do Rio de Janeiro.

Independência do Brasil

No Brasil, a independência foi mais intensamente batalhada entre 1817 e 1825, ano do reconhecimento por Portugal e representantes das elites nativas, principalmente da Bahia, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais, por iniciativas de personalidades como Cipriano Barata, Frei Caneca e José Bonifácio, mas acabou só sendo efetivado por iniciativa do próprio herdeiro do trono colonizado, o então príncipe-regente Pedro de Alcântara que se coroou como imperador Dom Pedro I em 1822 na cidade do Rio de Janeiro.

História do Município de Nova Friburgo

A atual cidade de Nova Friburgo foi berço do primeiro movimento migratório organizado de europeus não-portugueses para o Brasil. A vinda de imigrantes suíços para a Fazenda do Morro Queimado, parte do hoje municipio de Nova Friburgo, em 1819, abriu precedente emediato para a vinda de alemães, espanhóis, italianos e outros povos europeus, na segunda metade do século XIX.
Desde o inicio do povoamento oficial do Brasil por só portuguêses, Portugal se preocupava com o povoamento de sua maior colônia, com medo de que os espanhóis a invadissem e dela se apossassem. A colonização foi iniciada agora livremente, predominando sempre a quantidade em detrimento da qualidade, devido à necessidade de muitos braços para os trabalhos de nova terra agricultaveis.
No inicio do século XIX, entre 1816 e 1817, a Suíça encontra-se em crise industrial e comercial, era grande o numero de famílias que desejavam emigrar para uma nova vida no Novo Mundo. Um grupo de financistas sonha com a expansão da Suíça também na América do Sul, mais exatamente no Brasil.
No verão de 1817 o diplomata Sebastien-Nicolas Gachet da cidade de Fribourg, da então Confederação Suíça chega á corte de D. João VI no Rio de Janeiro com o propósito de negociar uma leva de emigrantes suíços para o Brasil. Dom João VI, vendo a possibilidade de uniformizar o sistema de colonização, em 16 de maio de 1818, assina contrato com Gachet autorizando uma primeira leva experimental de imigração não portuguesa para o Brasil - a imigração suíça - , abrindo as portas para o enorme fluxo migratório de povos europeus que concluiu por construir a moderna nação brasileira.
Segundo os dispositivos do Tratado o Rio de Janeiro, a colonização é oferecida a cantões helvéticos que professam a religião católica. Participaram desta migração habitantes dos Estados da Confederação Suíça de Fribourg, Berna, Valais, Vaud, Neuchâtel, Genebra, Argóvia, Solotthurn, Lucena, Shuwyz entre outros.
A localidade inicial para instalar essa leva de migrantes suíços foi a Fazenda de Santa Cruz, lugar baixo e alagadiço e de clima quente, que foi logo trocado pela Fazenda do Morro Queimado, lugar alto e de clima mais frio, propicio para os suíços acostumados com altas altitudes e baixas temperaturas.
A Fazenda do Morro Queimado era um terreno montanhoso e pedregoso, regado pelos rios Bengalas e Cônego, que nascem dos rios Canudos e do Queimado e confluem no Rio Grande, que deságua no Rio Paraíba do Sul.
Seu proprietário, Monsenhor Almeida, já tinha construído casas para colonos portugueses, onde existia uma capela, criação de gado e plantações onde era produzido milho, feijão, trigo, centeio, batatas e frutas tropicais antes da chegada dos suíços, em clima temperado no verão e frio no inverno. De clima umido e insalubre, a temperatura oscilava no máximo entre 25 graus no verão e zero grau no inverno.
O tratado estabelecido para a emigração suíça prevê as condições para o nascimento de uma cidade. Ao invés das cem famílias com oito pessoas cada, vieram da suíça 1083 adultos e 120 crianças menores de três anos. A eles juntaram-se outros indivíduos de outras nacionalidades, totalizando aí 2003 colonos. Os colonos suiços e uns poucos alemães partiram no dia 04 de julho de 1819 de localidade de Estavayer-le-Lac com destino aos portos da Holanda. A longa espera dos colonos para embarcar acarreta a morte de diversos emigrantes por má alimentação e doenças. Finalmente embarcam em 11 de setembro desse ano em sete navios fretados pelos organizadores da expedição. Todos os navios levaram excesso de passageiros o que se tornou um grande problemas para os emigrantes.
A dura viagem sepultou na travessia do Oceano Atlântico mais de 213 imigrantes. Aportaram naquele mesmo ano, no Rio de Janeiro, 1682 pessoas, formando ao todo 261 famílias, 161 a mais do que o planejado.
Ao chegarem á Fazenda de Morro Queimado, várias foram às dificuldades enfrentadas pelos colonos: a configuração acidentada das terras, que lhe conferia grande dificuldade para o plantio; o número elevado de pessoas não previstas inicialmente acarretaram deficiência de acomodações e provocaram a anarquia administrativa. Aos poucos, os colonos foram abandonando a Colônia do Morro Queimado, e outros chegados por último, ao saberem dos problemas ficaram no Rio de Janeiro. Alguns recém chegados se deslocaram em direção às nascentes do Rio Macaé, formando os povoados de Lumiar, São Pedro da Serra, Boa Esperança, Benfica, etc, e outros saíram da colônia em busca de terras mais férteis, em outras localidades do interior do Brasil.
A 13 de janeiro de 1820 na Colônia do Morro Queimado, por Ato de D. João VI é decretado a fundação da Vila de Nova Friburgo. O nome, de origem suíça, "nova cidade livre" foi uma homenagem à grande maioria dos colonos vindos do cantão suíço de Fribourg.
Em 1824, a vila de Nova Friburgo recebia os colonos vindos de Hessen, liderados pelo pastor Friedrich Oswald Sauerbronn. Alguns deles preferiram as terras do leste, hoje os 5° e 7° distritos (Lumiar e São Pedro da Serra) como os das famílias dos Heringer, Heck, Bellinger, Eller, Klein, Boye (Boy), Scmidt, Daud, Frez, Regly, Schualwb, Schautz, Shumacher entre outros e os helvécios Philot, Singy, (Sangy), Ouverney, Beaud (Bom), Magnin (Manhães), Page (Paz), Bongard, Cler, Tardin, Vonlanthen (Valentim), Voirol (Varol), Bron (Bom), Schemied, Knupp, Marfurt (Mafort), Wehrli (Verly), Andrié (André), Addy (Azy), Class, Debossan (De Bossens), Decroix (Delacroix) Dicraux, Dutoit (Dutra) Eckert (Hechert), Fredmann, Frossard, Gersey, Heggendorn, Hotz, Jander (Gender), Janot, Keher (Kher), Lack, Lamlet, Muller, Pachoud (Paixão), Peclat, Piller, Schuindt, Sinder (Zinder), Ther, Thedin, Thurler, Wenderrosck e outros. E há os que vieram de outras regiões da Alemanha, como os Blaudt, que são originários da Baviera. Com o passar do tempo, mais famílias vieram para a região, como os Abreu, Agapito, Aguiar, Alberto, Amaral, Araújo, Barbosa, Barcelos, Barroso, Benevenuti, Cabral, Carrielo, Castro, Constantino, Corrêa, Costa, Cruz, Diniz, Duarte, Estevam, Estevão, Fernandes, Freita, Figueira, Gaspary, Gomes, Jacinto, Leal, Lima, Longo, Loureiro, Macedo, Magaldi, Martins, Melagari, Mello, Mendonça, Motta, Munhoz, Nascimento, Neves, Nogueira, Oliveira, Pacheco, Paredes, Paula, Pedro, Pereira, Peixoto, Pimentel, Pinto, Quinta, Quintanilha, Ramos, Raphael, Reis, Ribeiro, Rocha, Rosa, Severo, Sá, Sanches, Santos Silva, Teixeira, Valença e outras.
Nessa época a vila de Nova Friburgo ficou quase deserta. Em consequencia disso, a sede da nova colonia sofreu retrocesso pela falta de braços para lavoura. Dessa forma, resolveu-se enviar para Nova Friburgo uma nova leva de imigrantes alemães que se achava acampados em Niterói e ainda sem destino determinado. Nesse mesmo ano cerca de 284 imigrantes germânicos se estabeleceram na vila. Posteriormente foram chegando outras etenias europeias, asiaticas e africanas.

Formação dos distritos do município de Nova Friburgo

Até 1838, só havia um distrito em Nova Friburgo quando pela deliberação de 13 de outubro naquele ano, foi criado um segundo distrito, com a denominação de Sumidouro.
Em 09 de setembro de 1844, houve uma nova divisão administrativa cuja deliberação determinou criação de mais distritos:
• 1° distrito - freguesia de São João Batista.
• 2° distrito - freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paquerer.
• 3° distrito - freguesia da Aparecida
No dia 04 de fevereiro de 1863, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Sebastiana.
O decreto n° 2684, de 10 de outubro de 1883 determinou desmembramento de parte da freguesia de São Francisco de Paula para a criação do município de Santa Maria Madalena que pertencia à uma nova freguesia de São José do Ribeirão do município de Nova Friburgo.
Posteriormente outros distritos foram criados. Mas a área do município de Nova Friburgo sofreu grande diminuição com a cessão de mais partes do seu território para formação de outros municípios.
Pela desanexação da freguesia de Aparecida, conforme consta do decreto n° 421, de 17 de maio de 1847, esta foi para o município de Macaé. Para o município do Carmo a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Paquequer (Sumidouro) foi desmembrada do município de Nova Friburgo para a aquele município e anos depois desmembrada para o município do Carmo e depois para a criação em 10 de junho de 1890, do municipio de Sumidouro.
Pelo decreto n° 28, de 06 de julho de 1891, foi criado o município de São José do Ribeirão com mais terras desmembradas de Nova Friburgo que foi suprimido pelo Decreto n° 01, de 08 de maio de 1892, para ser restabelecido pela Lei n° 37, de 17 de dezembro do mesmo ano, tendo sua sede transferida para o distrito de Bom Jardim, cujo nome passou a ser o do município.
A Lei n° 517, de 17 de dezembro de 1901, desanexa a área do distrito Nossa Senhora da Conceição de Sebastiana e as incorpora ao município de Teresópolis. No dia 10 de outubro de 1911, o distrito de Amparo, que pertencia a Bom Jardim, foi integrado a Nova Friburgo.
Os demais distritos de Nova Friburgo foram surgindo à medida que pequenas vilas foram crescendo e se unindo em aglumerados urbanas maiores e a terem maior importância política.
A lei n° 1809, de 25 de janeiro de 1924 estabelece novo ordenamento dos distritos no município de Nova Friburgo com as seguintes denominações: 1° Cidade (atual cidade de Nova Friburgo); 2° Estação do Rio Grande; 3° Distrito de Terras Frias, com sede em Campo do Coelho; 4° Amparo e 5° São Pedro.
A lei n° 2181 de 16 de novembro de 1927 cria o 6° distrito com o nome de Galdinópolis com terras desmembradas do atual 5° distrito de Lumiar e que é logo extinto pelo decreto n° 19.398 de 29 de janeiro de 1931 sendo seu território novamente incorporado ao hoje 5° distrito de Lumiar.
O 5° distrito de Lumiar, antiga freguesia de São João Batista de Nova Friburgo, como um dos mais antigo distrito de Nova Friburgo, foi parte do antigo 5° distrito de São Pedro que tinha sede em São Pedro da Serra que era denominada como São Pedro de Lumiar. Foi constituído no dia 06 de abril de 1889, passando no dia 18 de outubro do mesmo ano, também a distrito de paz.
Entre 1909 e 1987 houve mudanças sucessivas entre as hoje vilas de Lumiar e São Pedro de Lumiar como sede do 5° distrito.
A lei Municipal n° 2107, de 02 de abril de 1987, de autoria do então vereador Benício Valladares, criou o 7° distrito do município de Nova Friburgo com o topônimo de São Pedro da Serra, com terras desmembradas dos atuais 4° distrito - Amparo e 5° distrito - Lumiar.
O município de Nova Friburgo é hoje constituído de oito distritos.

História de Nova Friburgo 1

Nova Friburgo


Município de Nova Friburgo
Nova Friburgo vista da partir da UERJ (IPRJ)
"A Suíça Brasileira"
Brasão de Nova Friburgo
Bandeira de Nova Friburgo
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 16 de maio de 1818
Gentílico friburguense
Lema
Prefeito(a) Maria da Saudade Medeiros Braga (PSB)
Localização
Localização de Nova Friburgo
22° 16' 55" S 42° 31' 51" O
Estado Rio de Janeiro
Mesorregião Centro Fluminense
Microrregião Nova Friburgo
Região metropolitana
Municípios limítrofes Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Duas Barras, Macaé, Silva Jardim, Sumidouro, Teresópolis e Trajano de Morais
Distância até a capital 136 quilômetros
Características geográficas
Área 932,635 km²
População 177.376 hab. est. IBGE/2007
Densidade 191,0 hab./km²
Altitude 846 metros
Clima tropical de altitude Cwb
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,810 () elevado PNUD/2000
PIB R$ 1.782.223.611,00 IBGE/2005
PIB per capita R$ 10.049,00 IBGE/2005

Nova Friburgo é uma cidade, sede do município de mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Localiza-se no centro-norte do estado do Rio de Janeiro, na região serrana, a 22º16'55" de latitude sul e 42º31'52" de longitude oeste, a uma altitude de 846 metros, distando 136 km da capital fluminense. Ocupa uma área de 935,81 km². Compreende os distritos de Riograndina, Campo do Coelho, Amparo, Conselheiro Paulino, Lumiar, São Pedro da Serra e Muri.

Sua população estimada em 2006 era de 178.102 habitantes (vide população abaixo). As principais atividades econômicas são baseadas em: indústria de moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário, metalúrgicas e turismo).

Índice

História

Nova Friburgo foi inicialmente colonizada por 261 famílias suíças entre 1819-1820, totalizando 1.682 imigrantes. O município foi batizado pelos suíços ganhando o nome de "Nova Friburgo" em homenagem à cidade de onde partiram a maioria das famílias suíças, Fribourg (Friburgo em português, Fribourg em francês, Freiburg em alemão), no Cantão de Fribourg. É também o primeiro município no Brasil colonizado por alemães, tendo estes imigrantes, ao todo 332, chegado à cidade em 3 e 4 de maio de 1824, dois meses antes de São Leopoldo (Rio Grande do Sul). Quem nasce no município é chamado de Friburguense.

Nova Friburgo foi a primeira colônia não lusitana a ser fundada no Brasil, tornando-se a verdadeira Suíça Brasileira.

Em 16 de maio de 1818 o Rei D. João VI, sentindo a necessidade de uma colonização planejada, a fim de promover e dilatar a civilização do Reino do Brasil, baixou um Decreto que autorizou o agente do Cantão de Friburgo, na Suíça, Sebastião Nicolau Gachet, a estabelecer uma colônia de cem famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, no Distrito de Cantagalo, localidade de clima e características naturais idênticas às de seu país de origem.

Foi nomeado inspetor da projetada colônia o monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiros, que, de imediato, tratou da aquisição dos terrenos necessários à dita empresa; adquiriu duas datas de terra com meia légua de testada cada uma, pertencentes a Manuel de Sousa Barros e a José Antônio Ferreira Guimarães, e também a sesmaria chamada Morro Queimado, que pertencera a Lourenço Correia Dias, na qual, mercê de seu clima ameno e da sua situação topográfica, foi instalada a sede da colônia que tomou o nome de Nova Friburgo.

Entre 1819 e 1820 chegavam a Nova Friburgo 261 famílias de colonos suíços, 161 a mais do que havia sido combinado nos contratos, formando-se assim o núcleo inicial da povoação. Sabendo o quão promissora era a cooperação desses estrangeiros para com a nova pátria, o Governo Real subscreveu, a 3 de janeiro de 1820, um Alvará elevando Nova Friburgo à categoria de vila, desmembrando para isso suas terras das de Cantagalo. A instalação da vila deu-se a 17 de abril desse mesmo ano.

Após a proclamação da Independência do Brasil (1822), o Governo Imperial enviou o Major George Antônio Scheffer à Alemanha a fim de ali contratar a vinda de imigrantes para as colônias de Leopoldina e Frankenthal estabelecidas na então Província da Bahia desde 1816, às margens dos rios Caravelas e Viçosa. Por motivos ignorados esses colonos acabaram sendo enviados a Nova Friburgo, onde chegaram a 3 e 4 de maio de [[1824]; eram 80 famílias - encabeçadas pelo pastor Frederico Sauerbronn - que foram carinhosamente recebidas por Monsenhor Miranda, então readmitido no cargo de inspetor, do qual se exonerara.

Esse sistema especial de administração da colônia por intermédio de um Inspetor designado pelo Governo Imperial vigorou até 1831; a partir desse ano a jurisdição passou a ser superintendida pela Câmara da Freguesia, a exemplo das outras vilas brasileiras.

Finalmente, a 8 de janeiro de 1890, Nova Friburgo foi elevada à categoria de cidade, tendo sua população aumentado com a chegada de imigrantes italianos, portugueses e sírios.

Em 1872, o Barão de Nova Friburgo trouxe até a região os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina a fim de escoar a sua produção de café proveniente de Cantagalo.

A partir de 1910, Nova Friburgo que até então devia o seu progresso ao desenvolvimento da agricultura e ao seu clima seco ideal para município de veraneio, viu chegar vários cidadãos de iniciativa, tais como Conselheiros Julius Arp, Maximilian Falck e William Peacock Denis, que foram os pioneiros da era industrial friburguense. A estes se juntaram outros elementos de valor, provocando o surto de progresso verificado até meados dos anos de 1980.

Nova Friburgo durante sua colonização 1820-1830.
Nova Friburgo durante sua colonização 1820-1830.

Com a melhoria dos meios de comunicação com as cidades do Rio de Janeiro e Niterói por rodovias pavimentadas, a indústria de turismo incorporou-se às demais fontes de renda da municipalidade. Paralelamente, mantém-se o comércio local, uma das fontes de economia da comunidade.

Quanto à ferrovia, foi desativada no final da década de 1960. Porém, existe uma indicação legislativa de autoria do deputado Rogério Cabral (PSB), em trâmite desde 2007, para trazer de volta essa modalidde de transporte com fins turísticos.

Economia

O município tem um forte apelo para o turismo devido à sua paisagem, aos seus rios e trilhas, e a seus lugares bucólicos. A rede hoteleira instalada é a segunda do estado, perdendo apenas para a capital do estado, Rio de Janeiro. O distrito urbano é procurado por famílias e casais devido ao clima frio, à tranquilidade e o romantismo. Friburgo possui também atrações afastadas de centro, procuradas por praticantes de ecoturismo e esportes de aventura. Um dos distritos mais conhecidos é o vilarejo de São Pedro da Serra.

O município também é conhecido como a Capital Nacional da Moda Intíma, por sua enorme produção (em torno de R600 milhões de reais) com grande variedade de modelos. Suas marcas estão começando a competir no mercado exterior (exporta atualmente 4,6 milhões de dólares).

Nova Friburgo é a segunda maior produtora de flores do Brasil, sendo superada apenas por Holambra, em São Paulo. Nos últimos anos, o município tem recebido muitos estudantes, que procuram as universidades do município e mais tranquilidade, fugindo da violência dos grandes centros.

Apesar da grande tradição industrial trazida pela imigração alemã desde o final do século XIX com exemplos de fábricas como a Arp Fios e Bordados, Ypu, Filó, Sinimbu, entre outras, desde 1990 o município tem experimentado um lento crescimento econômico, principalmente no setor indústrial , mas que desde 2004 vem se recuperando expressivamente. Esse período foi marcado em todo país pela abertura do mercado interno às importações, realizada pelo então presidente Fernando Collor de Mello. As principais indústrias do município são do setor têxtil, seguido pelo setor metalúrgico. O município tem no setor agrícola uma fatia considerável de sua receita. A maior parte do PIB deriva-se do setor dos serviços, seguido pela indústria e a agricultura.

A cidade também tem o 4º melhor nível de vida do Estado do Rio de Janeiro, com um IDH de 0,818.

Universidades e Faculdades

Nos últimos anos, várias instituições de ensino superior têm instalado novas unidades no município de Nova Friburgo, contribuindo para a mudança do seu perfil industrial para estudantil.

Personalidades friburguenses

Miscelânia

Salva e fecundada pela rota do café, Nova Friburgo continua a prosperar. Em 1873, o trem substitui as caravanas de mulas. O Rio de Janeiro não fica mais a 4 dias de viagens, mas a 4 horas.

Nova Friburgo pratica uma política urbana que a distingue, optando pelos valores da montanha. O paisagista francês, Glaziou, planta verdejantes eucaliptos na praça Getúlio Vargas, a principal praça da cidade. A Fonte do Suspiro, situada na praça do Suspiro, convida tanto ao amor quanto a beber em taça de água pura, fonte de vida, milagre da natureza. Nova Friburgo lança-se na cultura. Publica jornais, constrói um teatro (o famoso Dona Eugênia) e conhece rapidamente as alegrias do cinema e do fonógrafo. Orgulhosos, os friburguenses mostram o chalé do poeta, Júlio Salusse, que compôs "Cisnes", um dos sonetos mais populares do Brasil. Evocam também estadas em Nova Friburgo do Barão do Rio Branco, do grande ministro republicano, Rui Barbosa, e do escritor, Machado de Assis. Dinamizada, Nova Friburgo desenvolve-se e melhora seus produtos e serviços. Continua a cultivar e exportar milho, batatas e toucinho, mas agora vende frutas, maçãs e peras, e flores, como cravos e rosas. O turismo e os hotéis prosperam. A escola também. Os jesuítas fundam o famoso colégio Anchieta, que no início do século, conta mais de 600 alunos e domina o município. Simbolicamente, o ensino prevalece sobre a economia, a política e o social.

A crise do café coloca o Brasil em posição de liderança econômica. Graças a alemães empreendedores (os Arp, Falk e outros), ela entra na era industrial. Descendentes de suíços fornecem a mão-de-obra. Nos subúrbios surgem bairros operários como Olaria e Perissê. Amparo, o distrito místico do café Java, acaba de entrar no município fundador.

Em 1918, Nova Friburgo vive uma fase feliz. Confiante no futuro, sente-se finalmente "cidade" e se denomina "Princezinha da Serra".

A vontade, desenvolve-se pensando na sua história.

Nova Friburgo comemora o seu centenário, telegrafando a Portugal, que cumpriu a missão, designada por Dom João VI. Porém, celebra também suas primeiras raízes. Compõe hino à glória dos fundadores que ousaram o impossível: desbravar as florestas de Morroqueimado, com as próprias mãos e não com os braços dos escravos.

Em maio de 1918, Nova Friburgo está contente, na jovem república do Brasil, que combate ao lado das democracias no cenário mundial. Essa Suíça brasileira se sente brasileira, mas se considera também filha de Friburgo porque seu nome significa liberdade.

Geografia

Nova friburgo possui 846 m de altitude na sede da prefeitura, sendo que em alguns bairros e distritos do munínicipio a altitude chega até 1000 m ou mais.

Picos e morros

  1. Pico Maior de Friburgo - é o ponto culminante da Serra do Mar, com altitude de 2.316 metros
  2. Pico Médio de Friburgo - 2.285 metros
  3. Pico Menor de Friburgo - 2.262 metros
Pico Maior de Friburgo - Ponto culminante da Serra do Mar - 2316m.
Pico Maior de Friburgo - Ponto culminante da Serra do Mar - 2316m.
  1. Pico da Caledônia - com altitude de 2.219 metros, embora existam publicações informando até 2.255 metros
  2. Pedra do Capacete - 2.200 metros
  3. Morro do Ronca-Pedra - 2.080 metros
  4. Pedra Cabeça de Dragão - 2.018 metros
  5. Pedra da Catarina Mãe - 1.620 metros
  6. Pedra do Imperador - 1.530 metros
  7. Pedra Riscada - 1.425 metros

Clima

Nova Friburgo possui um clima tropical de altitude, com invernos frios e secos e verões amenos e humidos; A temperatura média do município é de 18°C. Há registros de temperaturas negativas e até neve ao longo do século XIX. A maior temperatura foi de 37°C, no dia 27 de janeiro de 1986, A menor temperatura registrada oficialmente foi de -2,5ºC, no dia 15 de julho de 1892. A caso de invernos rigorosos em que as temperatura ficam entorno de 8°C ou menos em pleno dia e a noite ficam entorno de 2°C até 0°C como no inverno de 1975, mais são raros esse casos. E os picos e morros ao rendor da cidade o frio e mais intenso.

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura Máxima °C 27 27 27 24 23 20 19 21 23 24 24 25 24
Temperatura Mínima °C 17 17 17 14 12 9 8 10 12 14 15 16 13
Chuvas mm 208 168 150 74 46 28 20 23 41 84 170 239 1283

Fonte:BR.The weather channel

Hidrogafia

Nova Friburgo é banhado pelas bacias do Rio Grande, do Rio São José e do Rio Macaé. Os principais rios que cortam a cidade são: Rio Santo Antônio, Rio Cônego e o Rio Bengalas, que se forma ápos o encontro destes rios.

População

  • População total: 178.102
  • Homens: 84.248
  • Mulheres: 89.073
  • Urbana: 151.820
  • Rural: 21.501

Etnias

A maioria dos friburguenses, 70,1% da população, é de cor branca, seguido de pardos representando 18,6%, negros com a fatia de 8,7% e 2,6% de origem asiática ou ameríndios.

Etnias básicas:

Turismo

Pedra do Cão Sentado, símbolo de Nova Friburgo.
Pedra do Cão Sentado, símbolo de Nova Friburgo.

Alguns distritos do município de Friburgo, como Lumiar e São Pedro da Serra, têm paisagens naturais famosas. Nova Friburgo possui a maior rede hoteleira do interior do estado do Rio de Janeiro.

Entre os atrativos turísticos do município, mais conhecidos são:

  • A Queijaria Escola FRIALP, situada na RJ-130
  • O Parque de Furnas do Catete, na RJ-116 onde se localiza a Pedra do Cão Sentado
  • A Praça Getúlio Vargas
  • A Praça Marcílio Dias é a porta de entrada da cidade. É considerada o marco inicial da colonização, pois ali ficaram acampados os primeiros alemães, vindos da Europa. Dá nome ao bairro boêmio do Paissandú, o qual é um ponto comercial dotado de um entroncamento rodoviário que conduz à cidade do Rio de Janeiro e aos populosos bairros de Olaria e Cônego.
  • O maior teleférico de cadeiras do país, situado na Praça do Suspiro
  • O Nova Friburgo Country Clube, onde se localiza o Chalé do Barão de Nova Friburgo (1860);
  • O Colégio Anchieta (Nova Friburgo)
  • Distrito de Lumiar
  • O Encontro dos Rios
  • A Pedra Riscada
  • O Pavilhão das Artes no bairro do Cônego.
  • As variedades de restaurantes que integram o pólo gastronômico de Muri
  • Os prédios construídos no estilo e arquitetura alpina como o Hotel Bucksy, o Hotel Garlipp, o MuryShopping, o Restaurante Bräun & Bräun
  • As inúmeras cachoeiras, balneários e pousadas.
  • No cemitério Luterano pode-se encontrar a sepultura de um Friburguense que morreu em um duelo pela disputa de uma bela senhora.
  • Praça do Suspiro: recanto onde se encontram o teleférico, a Igreja de Santo Antônio, o Largo da Poesia, A Fonte dos Suspiros, O Tiro de Guerra e o Corredor Cultural, construído em homenagem às dez colônias que formaram a população da cidade. Infelizmente, nos últimos anos, a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo não tem investindo o suficiente no setor turístico da cidade, caracterizando uma situação de abandono como se vê hoje na Praça do Suspiro.

Regiões

Nova Friburgo pode ser dividida nas regiões norte (Cons. Paulino e riograndina), sul (Olaria e Mury), oeste (Campo do Coelho e Conquista) e leste (Amparo, Lumiar e São Pedro da Serra).

Bairros

Os bairros a seguir são oficializado por lei.

  • Santo André
  • Santo Antônio
  • Califórnia
  • Cidade Nova
  • Cordoeira
  • Floresta
  • São Geraldo
  • Jardinlândia
  • São João
  • Nova Aurora
  • Nova Germânia
  • Oscar Schultz
  • Paraíso
  • Parque das Flores
  • Salusse
  • Santa Terezinha
  • Varginha

Os bairros a seguir não são oficializado por lei.

  • . Alto dos 50 . Maringá
  • . Aprazível . Macaé de Cima
  • . Bela Vista . Nova Suíça
  • . Boa Ventura . Olaria
  • . Braunes . Perissê
  • . Caledônia . Ponte da Saudade
  • . Cascatinha . Prado
  • . Catarcione . Sanglard
  • . Centro . São Jorge
  • . Cidade Jardim . Parque São Clemente . Sans Souci
  • . Cônego . São Jorge
  • . Córrego D´Antas . São Roque
  • . da Graça . Suíço
  • . Debossan . Suspiro
  • . Duas Pedras . Theodoro de Oliveira
  • . Granja do Céu (Cônego) . Tinguely
  • . Jardim Guaracy . Vale dos Pinheiros
  • . Jardim Ouro Preto . Vila Amélia
  • . Jardim Sans Souci . Vilage
  • . Lagoinha . Ypu

Distritos

 

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