domingo, 3 de maio de 2009

O Trem de Nova Friburgo-RJ


Um trem em plena Avenida Alberto Braune e ainda por cima na contra-mão ? Brincadeira de Photoshop ? Negativo.

Segundo o site Estações Ferroviárias, a estação de trens de Nova Friburgo foi inaugurada em 1873, como parte da Estrada de Ferro Cantagalo, que ia de Porto das Caixas, em Itaboraí até o hoje município de Macuco.


Em 1887 a ferrovia passou para a Leopoldina e foi desativada, juntamente com todas as suas estações, em 30 de maio de 1967.
A estação Nova Friburgo hoje em dia é ocupada pela Prefeitura Municipal da cidade, mantendo seu estilo arquitetônico.

A linha do trem atravessava a Alberto Braune e as praças Dermeval Moreira e Getúlio Vargas. Para evitar confusão no trânsito da cidade, o trajeto entre a atual Prefeitura e a estação de Conselheiro Paulino tinha que ser feita em, no máximo 10 minutos.


Trem atravessando a Praça Getúlio Vargas



Estação de Mury



Estação de Conselheiro Paulino



Estação de Riograndina


Aliás, existe a idéia de transformar esta estação no "Museu do Trem", com o acervo das Estradas de Ferro Cantagalo e Leopoldina. Mas como as coisas demoram um pouco para acontecer, aguardemos...

Fotos: Yvan Peixoto Jr., Décio Brian e Marcelo Lordeiro

Poço Verde em Lumiar - Nova Friburgo-RJ

Jardins do Nego - Nova Friburgo-RJ



Jardins do Nego. Estrada Friburgo-Teresópolis.

Igreja de Santo Antonio - Nova Friburgo-RJ

Igreja de Santo Antonio. Localizada na Praça do Suspiro, Centro da cidade de Nova Friburgo-RJ.

Queijaria Escola - Nova Friburgo-RJ



Colégio Anchieta - Nova Friburgo-RJ

Colegio Anchieta. 1911.



Colégio Anchieta Hoje


Praça Getúlio Vargas - Nova Friburgo-RJ

Praça XV de novembro. 1870.

Plaza Getúlio Vargas. 1954.

Colégio Nova Friburgo

Construido para ser um casino, hoje o Colegio Nova Friburgo abriga elo IPERJ (Instituto Politécnico delo Estado do Rio de Janeiro. 1960.

Fribourg e Nova Friburgo

Uma história de amor: Fribourg e Nova Friburgo

11/12/2007 Publicado por: Xico Lopes Categoria: Brasil, Cidades, Europa, História, Livros, Migrantes & Refugiados, Suíça

A incrível aproximação entre estas duas cidades gera descobertas, laços de amizade, rasgos de generosidade e intercâmbio cultural.

Fribourg

Fribourg, Suíça

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Nova Friburgo, Brasil

Tudo começou em 1973.

“Duas cidades, um só coração”. Este o lema adotado por associações brasileiras e suíças, que vêm alimentando uma crescente aproximação entre a cidade fluminense, fundada por suíços, em 1818, e a multissecular Fribourg, de onde partiu a maioria dos 2006 futuros colonos em busca de dias melhores no Brasil.

Tiro de partida

Durante um século e meio, Friburgo, a nova, e Fribourg, a antiga, se ignoram. Mas tudo vai mudar a partir de 1973, quando uma tese universitária conta em detalhes as circunstâncias da iniciativa.

A tese, intitulada “La Genèse de Nova Friburgo”, publicada em livro é o tiro de partida dessa aproximação. O interesse em conhecer o autor, Martin Nicoulin, a primeira viagem de uma caravana de 261 suíços a Nova Friburgo em 1977 e, no ano seguinte, a fundação simultânea da Associação Fribourg-Nova Friburgo e da sua congênere, Nova Friburgo-Friburgo – com o objetivo de “manter e reforçar os laços de amizade” – deslancharam de vez o processo.

Ajuda aos “primos”

Desde que na Suíça, em particular os friburguenses descobriram, na obra de Nicoulin e no contato com os brasileiros de Nova Friburgo, que a história da cidade os tocava de perto, participaram de diferentes iniciativas para ajudar esses “primos” distantes.

Os projetos mais espetaculares foram a fundação de uma Queijaria Escola em 1987 e de uma Casa Suíça – que inclui memorial da imigração e uma sala de conferência e espetáculos – em 1996.

Mas nesse período, vários empreendimentos – mais discretos – como a inauguração de um lar para deficientes mentais, fundação de escolas primárias, incentivos culturais e intercâmbio de alunos, além de viagens em grupo, nas duas direções – da Suíça ou do Brasil – por diferentes motivos ou pretextos, representaram etapas dessa aproximação bilateral.

Busca de raízes

Algumas iniciativas partiram de simples curiosidade, mas a maioria levou a descobertas, a abertura de espírito e mesmo a verdadeiras amizades, realizando-se em pouco tempo o que a diplomacia levaria anos e anos para concretizar.

Um aspecto que chamou particularmente a atenção foi o interesse demonstrado por muitos brasileiros de origem suíça de encontrarem suas raízes.

Como a obra de Martin Nicoulin é de micro-história – com a descrição pormenorizada das famílias e indivíduos que emigraram para Nova Friburgo no século XIX, inclusive dos instrumentos de trabalho que levaram – os descendentes puderam saber exatamente de onde eram originários seus antepassados.

Esse interesse surgiu já antes de o livro A Gênese de Nova Friburgo ser publicado em português, em 1996, mas persistiu depois, coincidindo com uma fase da História em que, pelo menos no mundo ocidental, diferentes valores de referência caíram por terra e quase todo o mundo buscava em que se agarrar. As raízes tornaram-se uma dessas referências valorizadas. Nesse sentido o livro prestou um serviço exemplar.

Hoje existem em Nova Friburgo associações de famílias de descendentes e até livros dedicados ao assunto.

Em outras partes do Brasil, nota-se também a preocupação com a busca das raízes. Mas, certamente, Nova Friburgo figura, pioneiramente, nessa busca.

SITES RELATIVOS

Aliança Francesa - Nova Friburgo-RJ

História da Aliança Francesa Com uma história de mais de um século, a Aliança Francesa, fundada em 1883, se tornou a maior rede de associações culturais do mundo. Em 1885, apenas 2 anos depois de inaugurada em Paris, a Aliança Francesa abre uma filial sua na cidade do Rio de Janeiro.

Nova Friburgo, pelo fato de já ter "nascido falando francês", conta com a língua francesa em sua história desde 1818. Apesar de ser lecionado durante os primeiros anos de colonização suíça, o idioma francês só voltou a ser ensinado em 1979, quando foi fundada a Aliança Francesa de Nova Friburgo. Desde então, a professora francesa, Annette Bordage Bessa, tem estado à frente desta associação franco-brasileira.

Veja detalhes abaixo sobre:


A fundação da 1ª Aliança Francesa no mundo em 1883


Aliança Francesa de Paris

Em 21 de julho de 1883, várias personalidades reunidas no Boulevard Saint Germain (Paris), tendo como presidente, o embaixador francês Paul Gambon, decidiram fundar uma associação cultural e de difusão do idioma francês. Alguns meses mais tarde, em janeiro de 1884, nascia a Aliança Francesa de Paris.

Esta seria uma instituição que levaria não só a língua francesa pelo mundo afora, mas também os importantes valores do humanismo, da liberdade e da democracia.

Vários franceses famosos se destacam na história da Aliança Françesa, como o cientista Louis Pasteur e o escritor Julius Verne, que trabalharam para tornar esta entidade uma realidade.

Sobe

A Aliança Francesa no Brasil desde 1885

São quase 120 anos de Brasil. Uma experiência secular, muitos intercâmbios realizados e certamente uma amizade que se aprofunda a cada dia entre a França e o Brasil. Bem verdade, o Brasil por muitos anos teve como referência cultural e intelectual a própria França. Isso contribuiu para que a primeira Aliança Francesa do Brasil fosse instalada no Rio de Janeiro em 1885, uma das mais antigas do mundo.

Na década de 30, São Paulo despontava como uma grande cidade industrial. Acreditando no futuro promissor desta cidade, a Aliança Francesa de São Paulo é fundada em 1934. Durante os anos de 1960 e 1970 a instituição se espalharia pelo território brasileiro.

Sobe

A cidade brasileira que "nasceu falando francês"

Gravura da colônia suíça de Cantagalo em 1820 (Futura Nova Friburgo)
Nova Friburgo, 1820 - A cidade que nasceu falando francês (gravura de Debret)

Nova Friburgo, primeira cidade brasileira criada especialmente para acolher imigrantes, tem a língua francesa como parte de sua história.

Seus primeiros habitantes, colonos suíços, vindos na maioria do Cantão de Fribourg na Suíça, chegaram à cidade no ano de 1820 e com eles, o idioma francês.

Quatro anos mais tarde, em 1824, chegavam à Nova Friburgo os primeiros imigrantes alemães no Brasil. Portanto, de certa maneira, as primeiras línguas oficiais Friburgo foram a francesa e a alemã.

1º Encontre entre suíços e descendentes dos suíços em Nova Friburgo
Famílias descendentes dos pioneiros suíços, Nova Friburgo / Brasil

A população de Nova Friburgo, em março de 1851, seria de 1.496 habitantes livres. Desse total 857 pessoas da colônia suíça, de língua francesa e católicos, e 639 pessoas da colônia alemã, protestantes.

Em nossas pesquisas, foi interessante descobrir que a Aliança Francesa não foi a primeira instituição a ensinar francês em Nova Friburgo. Uma interessante carta escrita em 1824 pelo pastor Friedrich Sauerbronn, líder dos colonos alemães, relata aos seus parentes e amigos da Alemanha, que seus filhos tinham aulas de francês e português no recém fundado Colégio Suíço.

A carta é um documento histórico de grande importância para Nova Friburgo, pois relata em detalhes a vinda dos pioneiros alemães para o Brasil. O reverendo Sauerbronn narra as dificuldades durante a travessia do Atlântico como as tempestades, a quebra de mastro, o incidente com o navio pirata causando grande susto nos colonos além da morte de sua esposa e de seu recém-nascido filho e ainda relata a chegada dos alemães no Rio de Janeiro, a recepção por parte do imperador D. Pedro I, e suas primeiras impressões da cidade de Nova Friburgo.

A carta em português pode ser lida aqui: "Relato do pastor Sauerbronn à comunidade de Becherbach".

Sobe

A história Aliança Francesa em Nova Friburgo

Annette Bordage Bessa

No desejo trazer novamente o francês para cidade, a Câmara dos Vereadores e a Prefeitura de Nova Friburgo solicitaram ao Consulado Francês no Rio de Janeiro o estabelecimento de um curso de língua francesa para os friburguenses.

Então, em 1978, a Aliança Francesa do Rio de Janeiro inaugura uma filial sua em Nova Friburgo. A professora francesa, Annette Bordage Bessa (foto ao lado), foi escolhida para dar os primeiros cursos e administrar a nova filial.

Em 1994 é formada a assembléia fundadora criando a Associação de Cultura Franco-Brasileira (Aliança Francesa de Nova Friburgo), a qual tem seu estatuto de acordo com as regras e objetivos da Alliance Française de Paris. Assim ela deixa de ser uma filial do Rio de Janeiro e torna-se uma associação independente.

História de Nova Friburgo 6

Lembrando a viagem que nunca teve volta

Pouco mais de duas mil pessoas saíram do cantão de Friburgo no século 19 rumo ao Brasil para criar um novo paraíso: Nova Friburgo. Muitos deles morreram no caminho.

Na Suíça, uma associação que une as duas cidades organiza uma delegação de duzentas pessoas para visitar seus "conterrâneos" em outubro de 2009. swissinfo entrevista seu presidente e fala de uma história que emociona suíços até hoje.

Dentre os passeios oferecidos aos suíços do estrangeiro durante o seu congresso anual no último final de semana, em Fribourg, seguramente o mais marcante ocorreu em Estavayer-le-Lac, localizado às margens do lago de Neuchâtel.

Não foi apenas a beleza do pequeno vilarejo medieval com seus castelos, muralhas, casarões e o azul profundo do lago que deixaram lembranças nos expatriados. O ponto alto do programa foi mais singelo e atingia o fundo dos seus corações: escutar a história e visitar o monumento em homenagem aos imigrantes suíços que partiram do porto de Estavayer-le-Lac em direção ao futuro incerto na nova cidade que iriam fundar, Nova Friburgo no Brasil.

O monumento foi inaugurado em 1981, quando um grande grupo de "friburguenses" brasileiros veio à Suíça reencontrar suas origens durante uma viagem oficial. Esse dia foi relembrado com emoção pela anfitriã do passeio. "Não só eu, mas uma centena de pessoas presentes chorou quando viu os descendentes de suíços desembarcando simbolicamente no porto, como fizeram seus ancestrais há tantos anos", disse Thérèse Meyer-Kaelin, deputada-federal.

Em meio ao grupo de participantes, swissinfo encontrou Raphaël Fessler, presidente da Associação Friburgo-Nova Friburgo, a quem fez algumas perguntas sobre as relações entre as duas cidades irmãs.

Como se iniciou a sua relação com Nova Friburgo?

Raphaël Fessler: Foi quando eu encontrei, em 1981, a delegação que veio de Nova Friburgo para festejar no nosso país o 500° aniversário da entrada do cantão de Friburgo na Confederação Helvética. Nesse momento descobri a história dos imigrantes suíços em Nova Friburgo. Mas na verdade ela começou bem antes, graças a um historiador chamado Martin Nicoulin, que se apaixonou pela história. Ele escreveu uma tese de doutorado sobre o tema intitulada "A gênese de Nova Friburgo" (n.r: La Genese de Nova Friburgo. Emigration et Colonisation Suisse au Brésil 1817-1827. Martin Nicoulin. Fribourg: Editions universitaires, 1973) e que se tornou posteriormente um best-seller no cantão. Ela levou um grande número de pessoas a pensar na idéia de um reencontro, pois havíamos perdido o contato com esses suíços desde o século 19.

Depois de tanto tempo, quando foi o primeiro encontro entre os "friburguenses" dos dois países?

R.F.: Foi em 1977, quando se organizou a primeira viagem oficial de suíços do cantão de Friburgo para Nova Friburgo. Lá a delegação teve uma acolhida extremamente calorosa. Em 1981, foi a vez dos brasileiros virem para cá.

Praticamente a cada dez anos fazemos um grande encontro, uma viagem oficial onde participam não apenas amigos, mas também artistas, músicos, cantores e autoridades. A próxima viagem já está marcada para outubro de 2009. Será uma delegação suíça composta por aproximadamente 200 pessoas que irá para o Brasil.

Lá iremos festejar os 30 anos da Associação Friburgo-Nova Friburgo, uma organização que funciona como motor das relações entre o Brasil e a Suíça.

No seu discurso você falou que a associação está enviando um brasileiro à Friburgo com a incumbência de administrar a Casa Suíça. É verdade que alguns projetos lá, como a queijaria, estavam meio mortos?

R.F.: De fato, existem algumas idéias no Brasil que são meio efêmeras. Mas a queijaria existe desde 22 anos e nunca parou de funcionar. Ela só reduziu um pouco o volume das suas atividades. Só havia o lado cultural que estava sendo negligenciado.

Mas agora tivemos a sorte de encontrar a pessoa ideal. Ela se chama Maurício Pinheiro, um brasileiro de Nova Friburgo e que viveu sete anos em Berna, sendo casado também com uma bernesa. Ele terá a missão delicada, mas apaixonante, de animar essa Casa Suíça e transformá-la em um ponto de encontro para todos, não apenas os descendentes de suíços. Ela é um instrumento extraordinário de comunicação, mas que estava sub-explorada.

O responsável pela queijaria em Nova Friburgo é um suíço?

R.F.: Nos primeiros dois anos foi o mestre-queijeiro suíço Othmar Raemy, que hoje é chefe de uma grande empresa em Gruyère. Na época ele foi enviado ao Brasil com sua família para montar todo o complexo.

Depois ele formou um mestre-queijeiro brasileiro, que até hoje é o mesmo dos últimos vinte anos. Você pode ver que existe uma continuidade e estabilidade, algo que não é tão evidente no Brasil, um país onde as coisas se movimentam rápido.

A queijaria também deve ser um negócio rentável? Qual o público consumidor para queijos suíços no Brasil?

R.F.: Existe sim um mercado local e ele está no Rio de Janeiro, uma grande metrópole que está distante apenas duas horas de carro. Os brasileiros vêm bastante nos finais de semana visitar o museu e também comprar queijo.

A queijaria sempre foi autônoma. Agora encontramos uma nova solução para gerar mais lucros que irão assegurar a realização de outras atividades. Desde o início do ano, o mestre-queijeiro local aluga o espaço. O aluguel vai para a fundação da Casa Suíça, que então irá fazer as reformas necessárias no prédio - no Brasil, com o clima tropical, as construções se deterioram com uma rapidez espantosa. Além disso, o dinheiro também vai manter essas atividades culturais nos próximos meses.

Quantas famílias suíças foram repertoriadas em Nova Friburgo?

R.F.: No seu livro, o historiador Martin Nicoulin repertoriou o nome e o sobrenome de todas as pessoas que partiram, ou seja, 2.200 suíços que imigraram.

Isso representa aproximadamente 170 diferentes nomes de diferentes famílias. A maior parte desses nomes ainda está presente em Nova Friburgo, apesar de terem sofrido modificações com o passar do tempo. Existem famílias que são mais desenvolvidas do que outras. Por exemplo, os Türler no Brasil tem 3.500 membros enquanto que, no cantão de Friburgo, eles são apenas algumas centenas.

Esses descendentes têm a nacionalidade suíça?

R.F.: Precisamos esclarecer essa situação: as pessoas que partiram em 1819 para Nova Friburgo perderam a nacionalidade suíça. Hoje, os descendentes de sétima ou oitava geração não têm o passaporte helvético.

Na época eles sabiam que isso fazia parte do acordo: tratava-se de uma viagem sem volta. Mas no fundo do coração eles têm uma chama que lembra suas origens suíças.

Quando você fala em viagem sem retorno, é verdade que os suíços que imigraram para o Brasil eram os mais pobres dos pobres, dos quais as comunas simplesmente queriam se livrar?

R.F.: Das 2.200 suíços que partiram, 800 eram friburguenses. Por isso é que havia uma maioria de friburguenses e por isso é que a nova cidade se chamou Nova Friburgo. Por que havia uma maioria de pessoas do cantão de Friburgo?

Seguramente, pois nesse cantão é que foram encontrados uma quantidade maior de pobres. Porém eu lembro que também haviam 500 jurassianos. Se o cantão de Genebra enviou tão poucos foi pelo fato deste já estar entrando em processo de industrialização.

Quando houve a campanha de promoção em 1818, onde era dito 'Nós oferecemos terras no Brasil. Venha para o Brasil!', muitos pensaram em começar uma vida nova ou simplesmente fugir da miséria. Mas é verdade que algumas comunas se aproveitaram da situação para se livrar de apátridas, marginais e outros problemas sociais.

A grande maioria partiu cheia de esperanças para iniciar algo de novo. A Suíça não se livrou deles, além do que alguns até ganharam essa possibilidade. Mas é claro que para algumas famílias a mudança foi uma tragédia. Muitas delas morreram durante a viagem.

Como conta a história, com tantas dificuldades e sacrifícios, será que os suíços foram bem sucedidos no Brasil?

R.F.: Naquela época a viagem já era bem longa. Em primeiro lugar eles tinham de chegar na Holanda, onde ficavam muito tempo esperando em áreas insalubres os barcos que, algumas vezes, levavam até quatro meses para chegar no Brasil.

Depois era necessário subir as montanhas para encontrar os terrenos que lhes haviam sido prometidos. Os que conseguiram chegar ao seu destino eram, seguramente, os mais fortes do ponto de vista físico e moral.

Mas é preciso notar que a altitude das terras de Nova Friburgo, 900 metros acima do nível do mar, dava um clima que terminou decepcionando os suíços. Isso os levou uma parte deles a ir para Cantagalo, que era mais baixo, para cultivar café. É por isso que dizemos que o café terminou salvando os suíços no Brasil.

swissinfo, Alexander Thoele



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Liomar Ouverney (Overney) , br
Sou descendente de uma dessas famílias, tenho todos os documentos de meus antepassados (batismo, óbito e casamento). Minha família é tradicional de nova Friburgo, assim como a minha noiva ( Marfurt). escrevi em minha monografia do curso de Letras sobre as MEMÓRIAS dos colonos e também de sua SAGA. Tive como base o conto do escritor friburguense Raphael JACCOUD, O cordão de ouro de Catherine Balmat Jaccoud. Tenho uma bandeira da Suíça e nenhuma do Barsil, quatro camisas da seleção da Suíça(sofro) E nenhuma do Brasil. Engraçado!!! Amo a Suíça e gostaria de poder ir neste encontro de outubro de 2009. Termino com a frase:"Os suiços souberam fazer brasileiros"
Joao Kraetli , br
Nos os descendentes queremos a nacionalidade Suica e o passaporte Suico. Quando o governo Suico vai reparar essa enorme injustica ? A Ialia, Portugal e Espanha sao muito generosos e o governo Suico se mostra muito mesquinho para com seus descendentes. Joao Kraetli.
Sonia , br
Eu sou descendente de uma dessas famílias;sou apaixonada pela Suiça como se tivesse nascido ali, considero a minha pátria.Meu bisavô chegou com a família, oriundo de St Ursanne.Eu gostaria de saber se há possibilidade de encontrar ali o registro de nascimennto dele.


FRIBURGO, SUÍÇA

Friburgo (em francês: Fribourg; em alemão: Freiburg ou Freiburg im Üechtland)
Línguas oficiais: alemão e francês

Cidade de Friburgo
Área de ocupação: 9,32 km²
População: 36.544 habitantes
Altitude: 610 m (o ponto mais elevado é o Schönberg: 702 metros)

Cantão de Friburgo
Área de ocupação: 1.671 km²
População: 258.252 habitantes
Ponto mais elevado: Vanil Noir com 2.389 metros
Ponto menos elevado: Lago de Neuchâtel

A cidade foi fundada em 1157 por Berchtold IV von Zähringen. O cantão faz parte da Confederação Helvética desde 1481.


NOVA FRIBURGO, BRASIL

Altitude: 846 metros
Ocupa uma área de 935,81 km²
População total: 173.321
Línguas oficiais: português
Principais atividades econômicas: indústria de moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário, metalúrgicas, etc).

Nova Friburgo foi inicialmente colonizada por 261 famílias suíças entre 1819-1820, totalizando 1.682 imigrantes. O município foi batizado pelos suíços ganhando o nome de "Nova Friburgo" em homenagem à cidade de onde partiram a maioria das famílias suíças - Friburgo, no Cantão de Friburgo.

Nova Friburgo foi a primeira colônia não lusitana a ser fundada no Brasil, tornando-se a verdadeira Suíça Brasileira.


INÍCIO DE NOVA FRIBURGO

A história de Nova Friburgo teve seu início em 1818, quando Dom João VI autorizou, por decreto, a imigração de 100 famílias suíças provenientes, principalmente, do Cantão de Fribourg e Berne, para a colonização agrícola da Fazenda do Morro Queimado. Do total de 2.006 emigrantes que saíram da Suíça, somente 1.621 chegaram a Nova Friburgo. Devido às condições precárias antes e durante a viagem que agravaram o estado de saúde da população, 385 pessoas morreram no percurso.

Os pequenos proprietários suíços que vieram cultivar a terra com seu próprio trabalho e de suas famílias não alcançaram êxito. Isto deveu-se à falta de apoio; às condições das terras recebidas pelos colonos, onde a grande quantidade de pedras e a densidade da mata limitavam a utilização do solo; e à dificuldade de acesso aos significativos mercados consumidores.

Em função disto, muitos colonos suíços deixaram suas terras em busca de melhores condições de vida na região cafeeira de Cantagalo. Aqueles que permaneceram, sobreviveram produzindo milho, batata, feijão, café, criando animais domésticos e fabricando laticínios (fonte: prefeitura de NF)


Movimento Nova Friburgo 200 Anos

Movimento Nova Friburgo 200 Anos

Criada pelo Decreto do Rei Dom João VI, em 16 maio de 1818, pioneira em todo o Brasil das colônias suíça (1819) e alemã (1824), além de primeiro núcleo brasileiro de colonos (não-portugueses) de mão-de-obra livre, Nova Friburgo é uma cidade especial.

Lugar de belezas naturais infindas, entre vales verdejantes, sua história é das mais ricas no contexto nacional. Ao todo, dez Nações constituem a sua formação étnica, pois além dos pioneiros colonizadores, ao longo do tempo, outros povos a exemplo de espanhóis, italianos, austríacos, húngaros, libaneses e japoneses ajudaram a construir sua trajetória de terra acolhedora.

Seus 200 anos de fundação, em 2018, portanto, constituem a oportunidade ímpar para que seus cidadãos, as forças representativas de todos os segmentos, o Poder público, a sociedade organizada enfim, irmanados num grandioso plano, projetem seu futuro cada vez melhor.

O resgate de sua história, de sua cultura e de seus valores mais elevados, constitui a proposta básica deste Movimento, calcado em quatro pilares básicos: A Natureza, A História, O Povo e A Cidade.

Secretaria Executiva do Movimento Nova Friburgo 200 Anos

Rua Fernando Bizzotto, 39 - centro (sede da CDL/NF) – Tel.: (22) 2525-2041

e-mail: contato@novafriburgo200anos.org.br

História de Nova Friburgo 7


A colonização alemã no Brasil

Há 180 anos, em Nova Friburgo, começava e ser escrita uma história de suor e lágrimas, de idealismo e tenacidade, de amor e coragem: a história dos imigrantes alemães que aqui chegaram em 3 de maio de 1824, em busca da prometida terra fértil, onde pretendiam fincar suas raízes, trabalhar, viver e morrer em paz. Iniciava-se, assim, no generoso solo friburguense, a colonização germânica em nosso país, que continuaria pouco depois, com a chegada de outros colonos a São Leopoldo, no sul do Brasil.

Numa homenagem de saudade e reconhecimento aos primeiros alemães chegados a Nova Friburgo em 3 de maio de 1824, divulgamos, abaixo, alguns de seus nomes:
Balchasar Grieb
Jacob Winter
Henrich Schott
Christian Nagel
Nicolaus Caesar
Jacob Spanner
Joh. Michel Brod
Phillipp Gaspar
Heinrich Class
Conrad Boehlinger
Peter Schimidt
Johan Freyer
Conrad Klein
Philipp Ulbbrich
Carl Fals
Philipp Heringer
Josef Erthal
Daniel Durr
Ernst Ulbrich
Friedrich Sauerbron
Joh. Georg Schwinn
Carl Schwenk
Nicolaus Herrmann
Jacob Klein Sen
Peter Berbert
Jacob Klein
Jonnas Emmerich
Caspar Caesar
Peter Reipert
Johannes Brust
Heinrich Juenger
Wilhelm Gradwohl
Jacob Gradwohl
Philipp Schaus
Nicolaus Baum
Carl Heiderich
Jacob Heringer
Louis Boehm
Peter Nanz
Heinrich Eller
Joh. Schmidt
Heinrich M. Nanz
Heinrich Emmerich
Heinrich Duerrer
Johannes Jungblut
Conrad Broeder
Werner Laubach
Wilhelm Schwab
Margarethe Dauth
Heirich Schenkel
e as famílias:
Braune
Sattler
Weiber
Ekhart
Schint
Boher
Stork
Deuschwitz
Frese
Oberlaender
Wiegang
Gade
Barthans
Heggdorn
Bongard
Brantz
Werner
Asth
Mayer
Guebel
Hermsdorff
Fendler
Leuenroth
Peckert
Jeckert
Riebert
Gherard
Frez
Zinder
Hottz
Dietrich

Os Primeiros

Nova Friburgo foi fundada em 1818 com a vinda de famílias de colonizadores suíços, contratados por ordem de D. João VI. Esses pioneiros tiveram toda sorte de facilidades: sua passagem era paga pelo governo português, que ainda lhes davam subsídio anual. Além dessa ajuda, eram também amparados por uma sociedade de beneficência suíça existente no Rio de Janeiro.
Com tudo isso, ou talvez até mesmo desestimulados pelo excesso de benefícios, muitos suíços não se interessaram suficientemente pela terra friburguense. Aos poucos foram se dispersando, subindo até Cantagalo a se ramificando pelas regiões próximas, em busca de terras férteis e mais acessíveis. Assim, a colônia sonhada por D. João VI atravessava uma séria crise já em 1824, quando para ela voltou seus olhos o Imperador D. Pedro I.

Chegam os alemães

No começo de 1824 cerca de 400 alemães estavam em Niterói, nos edifícios da antiga Armação de São Domingos (Centro de Armamento da Marinha), aguardando a decisão do governo, sobre o local onde iriam se estabelecer definitivamente, foi então que D. Pedro decidiu sua partida para a colônia de Nova Friburgo, nesse sentido remetendo instruções a 5 de abril de 1824 ao Monsenhor Pedro de Miranda Malheiros, encarregado dos serviços de imigração e colonização. Monsenhor Miranda prontamente comunicou as providências necessárias ao administrador da Vila de Nova Friburgo, a 8 de abril e a 15 foram-lhe também enviadas instruções quanto à localização dos colonos, com ordem para o início imediato do trabalho de lavouras. Os alemães chegaram em Nova Friburgo em duas divisões, a primeira em 3 de maio e a outra no dia seguinte, 4 de maio de 1824. Esses colonizadores, porém, haviam pago suas passagens de vinda, não receberam qualquer subvenção e custaram 16 meses para receber seus lotes de terra, prometidos em contrato. Com isso, ao entrarem de posse da terra, muitos já estavam desprovidos de recursos, outros desanimados, fato que não escapou à observação do Pastor Sauerbronn, seu acompanhante naquela empreitada.


O êxito da colonização alemã – escrevia ele em 1828 – seria bem maior se eles tivessem desde logo tomado posse dos lotes que lhes foram prometidos, o que ocorreu apenas 16 meses depois, quando muitos recursos já haviam sido empatados, sem retorno em qualquer tipo de produção vantajosa. Apesar disso, continua o manuscrito, os alemães igualaram e até superaram os suíços em seus trabalhos com êxitos. Já naquele tempo, Sauerbronn pregava a necessidade de melhores estradas para Friburgo. Suas observações a respeito da primazia da mão-de-obra alemã, também confirmaram e, recentemente, foram reconhecidos pelos próprios historiadores suíços que se têm ocupado da fundação de Nova Friburgo.

A contribuição alemã ao progresso

Teve notável influência no desenvolvimento sócio-econômico de Nova Friburgo a colonização alemã, aqui iniciada em maio de 1824. Oriundos de um continente onde a tecnologia agropecuária já havia atingido um nível mais elevado que o do nosso país, os alemães introduziram entre nós uma nova mentalidade e um sistema de trabalho mais produtivo.
As primeiras levas destinaram-se, como era previsto, para as atividades agrícolas. Mais tarde, porém, outros alemães vieram radicar-se em nosso município e implantaram, no inicio do século, as primeiras industrias, que, a princípio, eram pequenas oficinas, onde eles próprios e alguns empregados dedicavam-se à tarefa manufatureira. No entanto, graças à qualidade de seus produtos, que tiveram excelente acolhida junto ao mercado consumidor, essas fábricas rapidamente se expandiram, passando a absorver uma crescente oferta de mão-de-obra.
Hoje, essas industrias pioneiras, entre as quais se contam a Fábrica Ypu, Fábrica de Rendas Arp, Fábrica de Filó e Ferragens Haga, constituem um verdadeiro orgulho de Nova Friburgo pela grandiosidade de suas instalações e pela sua organização, onde capital e trabalho coexistem em perfeita harmonia. A essas juntaram-se outras empresas capitaneadas por elementos de origem germânica, que integram o punjante parque industrial friburguense. Também em outras atividades empresariais, educacionais e culturais é marcante a presença da raça alemã, com uma contribuição valiosa para o engrandecimento do município.


Os Luteranos

A primeira comunidade luterana do Brasil foi a dos alemães chegados em Nova Friburgo em 3 de maio de 1824, em 1827 os luteranos construíram seu primeiro Templo, no mesmo lugar onde haviam se estabelecidos assim que chegaram, na então “Praça do Pelourinho”, hoje Praça Marcílio Dias no Paissandu, mas as autoridades locais mandaram demolir. Somente em 1857 foi possível construir uma igreja perto do local anterior, obedecendo às leis vigentes, não tinha torre, nem sinos e nem nada que a diferenciasse de outras casas.
Foram diversas as causas para que a história da Igreja luterana no Brasil começasse apenas em 1824: por motivos políticos e econômicos, Portugal não desejava imigração para o Brasil a não ser de portugueses. Mesmo com a vinda de D. João VI em 1808, nada mudou no setor religioso: a igreja Católica era a religião oficial e qualquer outro culto era proibido. A mentalidade só começou a mudar quando o príncipe herdeiro, Dom Pedro I se casou com uma princesa austríaca alemã, a arquiduquesa Leopoldina Carolina Josefa.





Observações Importantes

Através dos manuscritos deixados pelo Pastor Frederico Osvaldo Sauerbronn e documentos religiosos por ele cuidadosamente guardados, desde o início de sua atividade em Nova Friburgo, em 1824, permitiram aos seus sucessores estabelecer a cidade como o ponto exato em que se iniciou a colonização alemã no Brasil.
Ao contrário do que se pensa, dando-se ao sul do Brasil como ponto inicial da imigração de alemães, foi em Nova Friburgo que eles primeiro se estabeleceram, ali chegando a 3 de maio de 1824. Era tão importante esse núcleo que a Igreja Luterana de Nova Friburgo ficaram subordinados às próprias comunidades da então capital do Império coincidindo o estabelecimento da colonização alemã com a implantação no Brasil daquela Igreja.

É importante lembrarmos que as pesquisas apontam outros movimentos migratórios de alemães antes de 3 de maio de 1824, na própria caravana de Pedro Álvares Cabral em 1500 haviam 34 militares alemães, quando os holandeses invadiram o Brasil no século XVI, muitos vieram e se estabeleceram em Pernanbuco, em 1818 muitos foram contratados para trabalharem em fazendas de café no sul da Bahia e muitos outros que vieram para o Brasil em diversas épocas diferentes. Mas o que temos que levar em conta é o sentido da palavra colonização, que inclui determinar ativamente o desenvolvimento de uma região, preservando costumes e tradições do colonizador por um período histórico presumido de 50 anos, estabelecendo a identidade da região, social, cultural e economicamente, e neste caso, o berço da colonização alemã no Brasil foi Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, ou seja, uma imigração de caráter coletivo, de grande porte e oficial, contratada pelo imperador D. Pedro I, constituída de imigrantes, que prosperou e é ativa até hoje.


Alguns parágrafos foram copiados na íntegra dos jornais: A Voz da Serra e Deutsche-Welt (Mundo Alemão).

História de Nova Friburgo 8

Município de Nova Friburgo

Pré-História

A América do Sul foi provavelmente o último continente do planeta a ser habitado por humanos, à exceção da Antártida. As primeiras evidências de ocupação humana datam de 6500 a.C. Segundo a teoria paleontológica mais consolidada, os primeiros habitantes do continente teriam chegado por terra, vindo da América do Norte e, antes disso, da Ásia por meio de uma ponte de gelo existente entre os dois continentes na última Era Glacial. Outras teorias, no entanto, especulam que a América do Sul poderia ter sido povoada por polinésios que teriam atravessado o Oceano Pacífico em jangadas de bambu. Por volta do ano 1000, mais de dez milhões de pessoas habitavam o continente, concentrados principalmente na Cordilheira dos Andes e no litoral norte, banhado pelo Mar do Caribe. As demais regiões eram de povoamento mais esparso e nômade.

A colonização

Em 1494, face à chegada ao Mar do Caribe por Colombo, Portugal e Castela se apressaram em negociar a partilha das novas terras. A divisão do planeta em dois hemisférios foi oficializada no Tratado de Tordesilhas, auspiciado pelo papa ibérico Alexandre VI.
O primeiro registro visual do continente sul americano por europeus aconteceu em 1498, pelo navegador português Duarte Pacheco Pereira. Nos anos seguintes, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, o genovês Cristóvão Colombo e o português Fernão de Magalhães, todos a serviço de Castela, costearam e exploraram o litoral sul-americano em diferentes pontos. Em 1500, o português Pedro Álvares Cabral chega oficialmente ao Brasil e toma posse da nova terra para Portugal.
Logo o Brasil foi dividido em doze capitanias estendidas da costa ao meridiano de Tordesilhas.
No século VI para acabar com a pirataria e apossar-se definitivamente da terra, o rei português D. João III iniciou de fato a ocupação do Brasil abandonando a colonização de outros territórios na África e no Oriente encaminhando para a nova colônia mais homens e navios.
No século VII o reino português foi incorporado ao reino espanhol. Com a restauração da independência portuguêsa foi aclamando governante de todos os territórios portuguêses o Duque de Bragança com o nome de D. João IV.
No inicio do século XIX as guerras de Napoleão e a invasão da Península Hispânica por suas tropas, precipitaram a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808, tendo á frente o Príncipe Regente D. João que em 1816, com o falecimento de sua mãe a Rainha, D. Maria I, assumiu o titulo de D. João VI em coroação na cidade do Rio de Janeiro.

Independência do Brasil

No Brasil, a independência foi mais intensamente batalhada entre 1817 e 1825, ano do reconhecimento por Portugal e representantes das elites nativas, principalmente da Bahia, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais, por iniciativas de personalidades como Cipriano Barata, Frei Caneca e José Bonifácio, mas acabou só sendo efetivado por iniciativa do próprio herdeiro do trono colonizado, o então príncipe-regente Pedro de Alcântara que se coroou como imperador Dom Pedro I em 1822 na cidade do Rio de Janeiro.

História do Município de Nova Friburgo

A atual cidade de Nova Friburgo foi berço do primeiro movimento migratório organizado de europeus não-portugueses para o Brasil. A vinda de imigrantes suíços para a Fazenda do Morro Queimado, parte do hoje municipio de Nova Friburgo, em 1819, abriu precedente emediato para a vinda de alemães, espanhóis, italianos e outros povos europeus, na segunda metade do século XIX.
Desde o inicio do povoamento oficial do Brasil por só portuguêses, Portugal se preocupava com o povoamento de sua maior colônia, com medo de que os espanhóis a invadissem e dela se apossassem. A colonização foi iniciada agora livremente, predominando sempre a quantidade em detrimento da qualidade, devido à necessidade de muitos braços para os trabalhos de nova terra agricultaveis.
No inicio do século XIX, entre 1816 e 1817, a Suíça encontra-se em crise industrial e comercial, era grande o numero de famílias que desejavam emigrar para uma nova vida no Novo Mundo. Um grupo de financistas sonha com a expansão da Suíça também na América do Sul, mais exatamente no Brasil.
No verão de 1817 o diplomata Sebastien-Nicolas Gachet da cidade de Fribourg, da então Confederação Suíça chega á corte de D. João VI no Rio de Janeiro com o propósito de negociar uma leva de emigrantes suíços para o Brasil. Dom João VI, vendo a possibilidade de uniformizar o sistema de colonização, em 16 de maio de 1818, assina contrato com Gachet autorizando uma primeira leva experimental de imigração não portuguesa para o Brasil - a imigração suíça - , abrindo as portas para o enorme fluxo migratório de povos europeus que concluiu por construir a moderna nação brasileira.
Segundo os dispositivos do Tratado o Rio de Janeiro, a colonização é oferecida a cantões helvéticos que professam a religião católica. Participaram desta migração habitantes dos Estados da Confederação Suíça de Fribourg, Berna, Valais, Vaud, Neuchâtel, Genebra, Argóvia, Solotthurn, Lucena, Shuwyz entre outros.
A localidade inicial para instalar essa leva de migrantes suíços foi a Fazenda de Santa Cruz, lugar baixo e alagadiço e de clima quente, que foi logo trocado pela Fazenda do Morro Queimado, lugar alto e de clima mais frio, propicio para os suíços acostumados com altas altitudes e baixas temperaturas.
A Fazenda do Morro Queimado era um terreno montanhoso e pedregoso, regado pelos rios Bengalas e Cônego, que nascem dos rios Canudos e do Queimado e confluem no Rio Grande, que deságua no Rio Paraíba do Sul.
Seu proprietário, Monsenhor Almeida, já tinha construído casas para colonos portugueses, onde existia uma capela, criação de gado e plantações onde era produzido milho, feijão, trigo, centeio, batatas e frutas tropicais antes da chegada dos suíços, em clima temperado no verão e frio no inverno. De clima umido e insalubre, a temperatura oscilava no máximo entre 25 graus no verão e zero grau no inverno.
O tratado estabelecido para a emigração suíça prevê as condições para o nascimento de uma cidade. Ao invés das cem famílias com oito pessoas cada, vieram da suíça 1083 adultos e 120 crianças menores de três anos. A eles juntaram-se outros indivíduos de outras nacionalidades, totalizando aí 2003 colonos. Os colonos suiços e uns poucos alemães partiram no dia 04 de julho de 1819 de localidade de Estavayer-le-Lac com destino aos portos da Holanda. A longa espera dos colonos para embarcar acarreta a morte de diversos emigrantes por má alimentação e doenças. Finalmente embarcam em 11 de setembro desse ano em sete navios fretados pelos organizadores da expedição. Todos os navios levaram excesso de passageiros o que se tornou um grande problemas para os emigrantes.
A dura viagem sepultou na travessia do Oceano Atlântico mais de 213 imigrantes. Aportaram naquele mesmo ano, no Rio de Janeiro, 1682 pessoas, formando ao todo 261 famílias, 161 a mais do que o planejado.
Ao chegarem á Fazenda de Morro Queimado, várias foram às dificuldades enfrentadas pelos colonos: a configuração acidentada das terras, que lhe conferia grande dificuldade para o plantio; o número elevado de pessoas não previstas inicialmente acarretaram deficiência de acomodações e provocaram a anarquia administrativa. Aos poucos, os colonos foram abandonando a Colônia do Morro Queimado, e outros chegados por último, ao saberem dos problemas ficaram no Rio de Janeiro. Alguns recém chegados se deslocaram em direção às nascentes do Rio Macaé, formando os povoados de Lumiar, São Pedro da Serra, Boa Esperança, Benfica, etc, e outros saíram da colônia em busca de terras mais férteis, em outras localidades do interior do Brasil.
A 13 de janeiro de 1820 na Colônia do Morro Queimado, por Ato de D. João VI é decretado a fundação da Vila de Nova Friburgo. O nome, de origem suíça, "nova cidade livre" foi uma homenagem à grande maioria dos colonos vindos do cantão suíço de Fribourg.
Em 1824, a vila de Nova Friburgo recebia os colonos vindos de Hessen, liderados pelo pastor Friedrich Oswald Sauerbronn. Alguns deles preferiram as terras do leste, hoje os 5° e 7° distritos (Lumiar e São Pedro da Serra) como os das famílias dos Heringer, Heck, Bellinger, Eller, Klein, Boye (Boy), Scmidt, Daud, Frez, Regly, Schualwb, Schautz, Shumacher entre outros e os helvécios Philot, Singy, (Sangy), Ouverney, Beaud (Bom), Magnin (Manhães), Page (Paz), Bongard, Cler, Tardin, Vonlanthen (Valentim), Voirol (Varol), Bron (Bom), Schemied, Knupp, Marfurt (Mafort), Wehrli (Verly), Andrié (André), Addy (Azy), Class, Debossan (De Bossens), Decroix (Delacroix) Dicraux, Dutoit (Dutra) Eckert (Hechert), Fredmann, Frossard, Gersey, Heggendorn, Hotz, Jander (Gender), Janot, Keher (Kher), Lack, Lamlet, Muller, Pachoud (Paixão), Peclat, Piller, Schuindt, Sinder (Zinder), Ther, Thedin, Thurler, Wenderrosck e outros. E há os que vieram de outras regiões da Alemanha, como os Blaudt, que são originários da Baviera. Com o passar do tempo, mais famílias vieram para a região, como os Abreu, Agapito, Aguiar, Alberto, Amaral, Araújo, Barbosa, Barcelos, Barroso, Benevenuti, Cabral, Carrielo, Castro, Constantino, Corrêa, Costa, Cruz, Diniz, Duarte, Estevam, Estevão, Fernandes, Freita, Figueira, Gaspary, Gomes, Jacinto, Leal, Lima, Longo, Loureiro, Macedo, Magaldi, Martins, Melagari, Mello, Mendonça, Motta, Munhoz, Nascimento, Neves, Nogueira, Oliveira, Pacheco, Paredes, Paula, Pedro, Pereira, Peixoto, Pimentel, Pinto, Quinta, Quintanilha, Ramos, Raphael, Reis, Ribeiro, Rocha, Rosa, Severo, Sá, Sanches, Santos Silva, Teixeira, Valença e outras.
Nessa época a vila de Nova Friburgo ficou quase deserta. Em consequencia disso, a sede da nova colonia sofreu retrocesso pela falta de braços para lavoura. Dessa forma, resolveu-se enviar para Nova Friburgo uma nova leva de imigrantes alemães que se achava acampados em Niterói e ainda sem destino determinado. Nesse mesmo ano cerca de 284 imigrantes germânicos se estabeleceram na vila. Posteriormente foram chegando outras etenias europeias, asiaticas e africanas.

Formação dos distritos do município de Nova Friburgo

Até 1838, só havia um distrito em Nova Friburgo quando pela deliberação de 13 de outubro naquele ano, foi criado um segundo distrito, com a denominação de Sumidouro.
Em 09 de setembro de 1844, houve uma nova divisão administrativa cuja deliberação determinou criação de mais distritos:
• 1° distrito - freguesia de São João Batista.
• 2° distrito - freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paquerer.
• 3° distrito - freguesia da Aparecida
No dia 04 de fevereiro de 1863, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Sebastiana.
O decreto n° 2684, de 10 de outubro de 1883 determinou desmembramento de parte da freguesia de São Francisco de Paula para a criação do município de Santa Maria Madalena que pertencia à uma nova freguesia de São José do Ribeirão do município de Nova Friburgo.
Posteriormente outros distritos foram criados. Mas a área do município de Nova Friburgo sofreu grande diminuição com a cessão de mais partes do seu território para formação de outros municípios.
Pela desanexação da freguesia de Aparecida, conforme consta do decreto n° 421, de 17 de maio de 1847, esta foi para o município de Macaé. Para o município do Carmo a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Paquequer (Sumidouro) foi desmembrada do município de Nova Friburgo para a aquele município e anos depois desmembrada para o município do Carmo e depois para a criação em 10 de junho de 1890, do municipio de Sumidouro.
Pelo decreto n° 28, de 06 de julho de 1891, foi criado o município de São José do Ribeirão com mais terras desmembradas de Nova Friburgo que foi suprimido pelo Decreto n° 01, de 08 de maio de 1892, para ser restabelecido pela Lei n° 37, de 17 de dezembro do mesmo ano, tendo sua sede transferida para o distrito de Bom Jardim, cujo nome passou a ser o do município.
A Lei n° 517, de 17 de dezembro de 1901, desanexa a área do distrito Nossa Senhora da Conceição de Sebastiana e as incorpora ao município de Teresópolis. No dia 10 de outubro de 1911, o distrito de Amparo, que pertencia a Bom Jardim, foi integrado a Nova Friburgo.
Os demais distritos de Nova Friburgo foram surgindo à medida que pequenas vilas foram crescendo e se unindo em aglumerados urbanas maiores e a terem maior importância política.
A lei n° 1809, de 25 de janeiro de 1924 estabelece novo ordenamento dos distritos no município de Nova Friburgo com as seguintes denominações: 1° Cidade (atual cidade de Nova Friburgo); 2° Estação do Rio Grande; 3° Distrito de Terras Frias, com sede em Campo do Coelho; 4° Amparo e 5° São Pedro.
A lei n° 2181 de 16 de novembro de 1927 cria o 6° distrito com o nome de Galdinópolis com terras desmembradas do atual 5° distrito de Lumiar e que é logo extinto pelo decreto n° 19.398 de 29 de janeiro de 1931 sendo seu território novamente incorporado ao hoje 5° distrito de Lumiar.
O 5° distrito de Lumiar, antiga freguesia de São João Batista de Nova Friburgo, como um dos mais antigo distrito de Nova Friburgo, foi parte do antigo 5° distrito de São Pedro que tinha sede em São Pedro da Serra que era denominada como São Pedro de Lumiar. Foi constituído no dia 06 de abril de 1889, passando no dia 18 de outubro do mesmo ano, também a distrito de paz.
Entre 1909 e 1987 houve mudanças sucessivas entre as hoje vilas de Lumiar e São Pedro de Lumiar como sede do 5° distrito.
A lei Municipal n° 2107, de 02 de abril de 1987, de autoria do então vereador Benício Valladares, criou o 7° distrito do município de Nova Friburgo com o topônimo de São Pedro da Serra, com terras desmembradas dos atuais 4° distrito - Amparo e 5° distrito - Lumiar.
O município de Nova Friburgo é hoje constituído de oito distritos.

História de Nova Friburgo 9

Nova Friburgo

Brasão de Nova Friburgo. Bandeira de Nova Friburgo. Situada na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, com clima agradável, belas vistas e povo hospitaleiro, Nova Friburgo conta com uma rica história. Sua floricultura, horti-fruticultura e em sua história recente, também a sua indústria, mostram o quanto esta cidade tem a oferecer.

Sua cultura é diversificada pelos povos que aqui se instalaram, como os suíços, alemães, japoneses, libaneses, italianos, portugueses e outros tantos que somaram na formação do que é hoje Nova Friburgo.

Friburgo também é um marco na história do Evangelho pois foi aqui construído o primeiro Templo Protestante do Brasil, fato que alguns historiadores ampliam, dizendo que foi o primeiro da America Latina.


O dado histórico a seguir foi baseado no Livro "Uma História em Quatro Tempos", 1a Edição, de Carlos Rodolpho Fischer, Exemplar no 556, Editado pela Fábrica de Rendas Arp S.A. em junho de 1986 por ocasião de seu 75o aniversário de existência. Sua tiragem foi de 6.000 exemplares.



Os Suíços

Mapa do Município de Nova Friburgo. Biblioteca nacional do Rio de Janeiro. Seção de Iconografia. A colonização suíça teve-se pois, além de serem um povo conhecido por seus excelentes agricultores e pecuaristas, também eram reconhecidos por sempre demonstrarem fidelidade aos países que os acolhiam.

Mais que uma simples colonização, este foi um passo importante para a abertura dos portos, atraindo para o Brasil um outro tipo de população, que até então era compostas por indivíduos "sem eira nem beira", escravos e condenados.

Em 2 de maio de 1818, D. João VI respondeu por carta ao então Presidente da Confederação Suíça consentindo a vinda dos colonos e em 16 de maio, aprovou as condições para o estabelecimento da Colônia Suíça, já aceitas por Nicolau Gachet.

A princípio, a vinda dos colonos estava programada para Santa Cruz (Hoje, Zona Oeste do Rio de Janeiro), na fazenda do próprio D. João VI, porém o clima das serras teve importante peso na decisão de troca do destino, neste caso, para a Fazenda do Morro Queimado (era uma das várias fazendas da região do município de Cantagalo, por volta de 1800 a 1820. Região regada pelos rios Bengalas e Cônego, que nascem dos rios Canudos e do Queimado e confluem no Rio Grande, que deságua no Paraíba. Produzia milho, feijão, trigo, centeio, batatas, frutas tropicais. De clima salubre, a temperatura chegava no máximo aos 19 graus no verão e chegava a zero grau no inverno.), que foi adquirida por lei do Monsenhor Almeida. Esta determinação também adquiriu terras adjacentes à fazenda, pertencentes a Manoel de Souza Barros e José Antonio Ferreira Correa Dias.

Enquanto estas medidas eram tomadas no Brasil, o representante suíço, Sebastian Nicolau Gachet, após ter firmado o compromisso com o então Ministro do Interior do Brasil, Thomaz Villanova Portugal, iniciou logo os trabalho de convencer seus patrícios que a vida no Brasil era viável e convidativa, o que foi tremendamente facilitado, depois de dois anos de de grandes dificuldades na Europa (Leia o texto sobre o Monte Tambora no final desta página).

  • 1816 - Ano da Miséria
  • 1817 - Ano da Carestia (Escassez)

Escrevendo na "Gazette de Lausane", Gachet afirmava:

"O clima convém perfeitamente aos europeus. A terra é de pasmosa fertilidade. Tudo pega de estaca. Qualquer ramo cortado metido na terra pega. Toda a casta de criações se multiplica em proporção à fertilidade e à benignidade do clima".

Em carta para ao Monsenhor Jenny, Bispo Diocesano de Fribourg, em 8 de maio de 1818, Gachet mencionou outras vantagens, tais como despesas de viagem pagas, alojamentos, terras, animais e subsídios. Além destas e outras, acompanhariam o grupo 3 ou 4 clérigos, 2 médicos, 1 farmacêutico e 1 veterinário.

De início, em 4 de julho de 1819, 1.100 imigrantes (homens, mulheres, velhos e crianças) sairam do Porto de Estavayer. O Itinerário marcava Soleure e Basilea, onde eles desceram o Rio Rheno até a Holanda, para em Rotterdam embarcar para o Brasil. Esta viagem foi feita no período de 11 de setembro a 11 de outubro de 1819.

Àqueles 1.100 imigrantes, durante esta jornada até Rotterdan, novos imigrantes se juntaram ao grupo, elevando o número de pessoas para 2.003, das quais 213 morreram durante toda a viagem.

Os suíços vieram da Europa para o Rio de Janeiro em 7 navios, a saber:

Navio Comando Passageiros
Daphne Capitão Keller 192
Delby Eliza Capitão Spragel 233
Ucrania Capitão Bock 437
Elisabeth Marie Capitão Struyk 228
Heureux Voyage Capitão Van der Carer 437
Deux Catherine Capitão Both 357
Camila Capitão Tripensee 119

Colônia suíça de Nova Friburgo retratada por Debret por volta de 1826. Chegando na Vila de Nova Friburgo, foram organizados três conjuntos habitacionais: um na Praça da Justiça, também conhecida como Pelourinho, (hoje Praça Marcílio Dias, ou Paysandú), outro onde se localiza a atual Praça Getúlio Vargas e o terceiro junto a atual Praça 1o de Março, no bairro Village.

Hoje são poucos os descendentes daquele grupo de colonos que ainda vivem na região, contudo, aquela odisséia marcou época e mereceu das autoridades e representantes dos dois países o desejo de perpetuar os laços entre Fribourg e Nova Friburgo através da criação de uma Associação que mantém um intercâmbio cultural entre as duas cidades.



Os Alemães

Estampa de J.J.Steinmann (1832) da Colônia Suíça em Nova Friburgo (RJ), no Morro Queimado, encontrada por Joaquim Fernandes Frauches, num sebo em Porto Alegre (RS). A colonização alemã aconteceu em Nova Friburgo devido a alguns fatores. Estes alemães, agricultores evangélicos de Kirnbecherbach, trazidos pelo Major Scheffer, estavam destinados às colônias do norte, mas o abandono, por parte dos suíços de Nova Friburgo, foi gerada uma resolução pelo governo da época para enviá-los para cá.

Parte deste grupo havia partido da Europa no navio ARGUS, em 19 de julho de 1823, chegando ao Rio de Janeiro em 14 de janeiro de 1824. A outra parte partiu no CAROLINA, em 18 de dezembro de 1823, chegando ao Rio de Janeiro em 15 de abril de 1824.

Quando a decisão de vir para Nova Friburgo foi tomada, eles trilharam os mesmos caminhos dos colonos suíços, chegando em 03 de maio de 1824. Cabe deixar registrado aqui que toda esta demora (de quase 3 meses para o primeiro grupo, que foi o que mais aguardou) ocorreu devido à legislação vigente no Brasil, no que se referia a não católicos. Com a promulgação em 25 de março de 1824 da Constituição, este problema foi resolvido. No seu artigo 5o determinava:

"Art. 5.o A religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas, com o seu culto doméstico ou particular em casas para isto destinadas, sem forma alguma exterior do templo".

Nova Friburgo é a sede da mais antiga comunidade Luterana do Brasil e o Pastor Sauerbronn, sem dúvida, uma das figuras mais importantes do grupo de colonos que para aqui vieram.

Podemos destacar em 30 de maio de 1824 o registro do primeiro casamento evangélico e em 06 de junho de 1824, o primeiro batismo, segundo as palavras do Pastor J. E. Schlupp, por ocasião do Sequicentenário da Colonização Alemã no Brasil:

"Em 1827, construíram o seu primeiro Templo, na então 'Praça do Pelourinho', mas as autoridades locais mandaram demolir o mesmo. Somente em 1857 foi possível construir uma igreja perto do local da anterior.

Obedecendo as leis vigentes, não tinha torre, nem sinos e nem nada que a diferenciasse de outras casas".

Assim como os suíços, os alemães sentiram a falta de infra-estrutura para acolhê-los. As terras que lhes foram destinadas eram ruins e não haviam estradas à altuira das necessidades. Muitos deles acabaram voltando para o Rio de Janeiro ou deslocando-se para outras regiões mais férteis.


Picos e Montanhas

  1. Pico Maior de Friburgo (Três Picos de Salinas) - é o ponto culminante da Serra do Mar, com altitude de 2.316 metros
  2. Pico Médio de Friburgo (Três Picos de Salinas) - 2.285 metros
  3. Pico Menor de Friburgo (Três Picos de Salinas) - 2.262 metros
  4. Pico da Caledônia - com altitude de 2.219 metros, embora existam publicações informando até 2.255 metros
  5. Pedra do Capacete - 2.200 metros
  6. Morro do Ronca-Pedra - 2.080 metros
  7. Pedra Cabeça de Dragão - 2.018 metros
  8. Pedra da Catarina Mãe - 1.620 metros
  9. Pedra do Imperador - 1.530 metros
  10. Pedra Riscada - 1.425 metros

Distritos

1o Distrito: Nova Friburgo
2o Distrito: Riograndina
3o Distrito: Campo do Coelho
4o Distrito: Amparo
5o Distrito: Lumiar
6o Distrito: Conselheiro Paulino
7o Distrito: São Pedro da Serra
8o Distrito: Muri


Personagens de nossa história

Galdino do Valle Filho Galdino do Valle Filho (Trajano de Morais, 24 de setembro de 1879 — Niterói, 11 de maio de 1961)

Médico, começou a clinicar no interior de Minas Gerais e depois foi para Nova Friburgo para substituir o pai que se mudou para o Rio de Janeiro.

Ingressou na politica em 1911, eleito vereador e presidente da Câmara, quando levou a luz elétrica (juntamente com o Conselheiro Julius Arp) e o Sanatório Naval para sua cidade.

Em 1912 conquistou seu primeiro mandato de deputado estadual e em 1922 era deputado federal. Foi reconduzido três vezes e interrompeu seu mandato para ser prefeito de Friburgo.

Na década de 1920, teve a idéia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como "Dia da Criança" pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.


O Hino a Nova Friburgo foi composto para as comemorações do centenário de Nova Friburgo, em 1918.

Letra de FRANKLIN COUNTINHO
Música de SÉRGIO LAGO

Friburguenses, cantemos o dia,
Que surgindo glorioso hoje vem
Nessa plaga, onde o amor e a poesia
São como as flores, nativos também.
Escutando os rumores da brisa,
Refletindo êste céu todo azul,
O Bengalas sereno desliza
Sob o olhar do Cruzeiro do Sul.

Estribilho

Salve brenhas do Morro Queimado,
Que os Suíços ousaram varar;
Pois que um século agora é passado,
Vale a pena êsse tempo lembrar!

Do Suspiro na fonte saudosa,
Hà três almas que gemem de dor,
Repetindo esta prece maviosa
Da Saudade, do Ciúme e do Amor.
Estas serras de enorme estatura,
Alcançando das nuvens o véu,
São degraus colocados na altura,
São escadas que vão para o céu!

Coroemos de versos e flores
A Princesa dos Órgãos gentil,
Embalada em seus sonhos de amores,
Das margens ao canto sutil.
Em teu seio de paz e bonança,
Sono eterno queremos dormir,
Doce anelo de nossa esperança,
Esperança de nosso Porvir!



Prefeitos

Esta relação foi obtida no site da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo.

DR. GALDINO DO VALLE FILHO
(07/01/1914 a 08/01/1916)

Prestigioso chefe político esteve à frente da administração municipal, não só nesse período de dois anos, como em outro de menor duração, sempre demonstrando sua alta capacidade admnistrativa, dirigida para as iniciativas úteis à coletividade. Governou por mais duas vezes, nos períodos de 21/04/1923 a 05/05/1923 e 03/01/1927 a 19/04/1927. Na interinidade destes períodos revelou sempre suas qualidades de administrador.

DR. EVERARD DE ANDRADE
(28/08/1916 a 29/05/1917)

Primeiro Prefeito do município nomeado quando exercia a função de Promotor Público. Apesar do escasso tempo em que exerceu a função executiva, e de encontrar o País conturbado em sua indecisão de participar da 1a Guerra Mundial, o Dr. Everard Barreto de Andrade procurou realizar à frente do POder Executivo, obras de vulto. Sem se descuidar da Instrução Pública, iniciou a pavimentação das principais ruas da cidade.

DR. SÍLVIO FONTOURA RANGEL
(13/11/1917 a 25/05/1918)

Exerceu por três vezes o Governo Municipal. No primeiro período de 08/01/1916 a 28/08/1916 e depois de 02/12/1918 até 03/01/1919. No período intermediário o País se encontrava em guerra contra a Alemanha. Dedicou-se principalmente a remodelação urbanística da cidade, embelezando e modificando a atual Praça Presidente Getúlio Vargas, e prosseguindo a pavimentação dos logradouros públicos.

DR. GUSTAVO LIRA DA SILVA
(03/01/1919 a 25/05/1918)

Prosseguiu nos trabalhos de pavimentação das ruas da cidade ampliando de iluminação os logradouros públicos, dedicando-se às zonas rurais do município, com a abertura de estradas municipais, bem como criando a conserva permanente das mesmas sob a responsabilidade da administração, facilitando portanto, as comunicações entre os distritos friburguenses, dando maior impulso ao comércio entre a cidade e o campo.

DR. BALTHAZAR DA SILVEIRA
(09/05/1927 a 31/12/1929)

O seu governo pavimenta os logradouros do centro urbano; com uma receita de apenas quatrocentos e cinqüenta contos de réis, efetua esses melhoramentos em parte da Av. Alberto Braune, toda a Praça Getúlio Vargas, Ruas Francisco Mielle e General Osório até a antiga estação de cargas; bem como em quase todas as transversais à Praça Getúlio Vargas. No seu governo, funda-se a firma H. Gaiser, dedicando-se à construção civil.

DR. ARNALDO PINHEIRO BITTENCOURT
(31/12/1929 a 28/10/1930)

último Prefeito no período anterior a Revolução de 1930. Realizava profícua administração interessando-se sobre modo com a instrução primária municipal, quando o seu mandato foi interrompido pelo movimento revolucionário, desencadeado pela Aliança Liberal e vitorioso em 24 de outubro de 1930. O Dr. Arnaldo Pinheiro Bittencourt é então substituído no governo por uma junta governativa.

CARLOS ALBERTO BRAUNE
(28/10/1930 a 21/12/1930)

Os Srs. José Galiano das Neves e Carlos Alberto Braune componentes da Junta Governativa, empossada pelo Movimento Revolucionário de 1930, tiveram a missão de instalar a administração municipal dentro de novas normas administrativas, entregando-a ao Dr. José de Souza Miranda, por designação do Governo do Estado, cuja gestão abrangeu o período de 21/12/1930 a 28/06/1932.

DANTE LAGINESTRA
(03/12/1935 a 25/12/1946)

Governou todo esse período com duas interrupções: a primeira de 04/05 a 29/07/1936 em virtude de ser candidato a Prefeito e a segunda de 10/11/1945 a 12/04/1946 em razão do Movimento Militar pela reconstitucionalização do País. O seu governo constrói a represa e adutora do Debossan que até hoje abastece de água a cidade, pavimentou grande número de logradouros públicos; ampliou a rede de escolas municipais e conseguiu com o Governo Estadual a construção do Centro de Saúde, postos de saúde na zona rural e dos grupos escolares localizados no Debossan e na estrada que vai para Lumiar, bem como as pontes Renato Albino e de ligação entre as duas avenidas beira-rio. Promove o levantamento da planta cadastral da cidade e do projeto da rede geral de esgotos.

O seu governo se inicia na interventoria do Almirante Ari Parreiras, proseguindo com a constitucionalização do País, com o Almirante Protógenes Guimarães de cujo governo recebe Nova Friburgo apoia a sua administração. Governa o Sr. Dante Laginestra o município sob o império de uma Constituição, para logo depois do golpe de 10 de novembro de 1937, contnuar como Prefeito nomeado pela interventoria do Almirante Amaral Peixoto.

O Sr. Dante Laginestra veio para o governo precedido de dois grandes nomes que também governaram com dignidade Nova Friburgo, os Srs. José de Souza Miranda e Hugo Floriano Mota, o primeiro substitui a Junta Governativa (21/12/1930 a 28/06/1932) e o segundo de 28/06/1932 a 14/11/1935, realiza a construção da segunda ligação com o distrito de Amparo; a Estrada do Ziz-Zag, a ponte da Rua Leuenroth, além de ponderável área de calçamento. Promove a construção pelo Governo Federal, do prédio da Agência Postal Telegráfica.

DR. CÉSAR GUINLE
(12/10/1947 a 31/01/1951)

O seu governo promoveu a pavimentação de logradouros no bairro de Olaria; abre a Av. Suíça, a margem do Rio Bengalas; cria o Colégio Municipal Rui Barbosa, desenvolve o ensino municipal, firma convênio com a Fundação Getúlio Vargas para a instalação do "Colégio Nova Friburgo"; costrói o Hospital Regional em convênio com a União e faz a modificação do Código Tributário, possibilitando maiores arrecadações ao Município.

Durante o seu governo é feita a ligação rodoviária com o Estado da Guanabara, pelos governos Estadual e Federal; ução de 120 casas populares na Olaria do Cônego e Grupo Escolar Padre Yabar; construção de galerias de esgotos e águas pluviais, conclusão da dragagem do Rio Bengalas; melhoramentos na adução e distribuição de água e extensão da rede de abastecimento. Regularização do serviço de fornecimento de energia. Aquisição do controle acionário da Telefônica e início da construção e instalação do sistema automático.

Construção de estrada ligando a sede ao 5o Distrito e melhoramentos da rede rodoviária municipal. Constrói o novo Matadouro Público. Cria em colaboração com o Estado, o serviço de assistência médica aos distritos e instala um posto em Olaria, fazendo também obras de saneamento nesse bairro. A Assistência Médico-Sanitária do Município, no seu governo, é uma das mais completas do Estado do Rio de Janeiro e é prestada pela Santa Casa de Misericórdia, pelo Instituto de Pronto Socorro e Policlínica, pela Casa de Saúde Nova Friburgo, pelo Sanatório Naval, pela Legião Brasileira de Assistência, que mantém um Posto de Puericultura e Centro de Saúde, na sede do Município, e três postos de higiene nos distritos.

JOSÉ EUGÊNIO MueLLER
(31/01/1951 a 28/10/1955)

Durante o seu governo foi estendida a rede de abastecimento de água até a localidade de Fazenda do Cônego; promoveu o alargamento da Rua Mac-Niven, entrada da cidade; realizou obras de pavimentação de logradouros públicos e ampliação da rede de abastecimento de água. Adquiriu os terrenos da Vila Amélia, em combinação com o SESI. Construiu vários trechos de estradas rurais.

DR. FELICIANO DA COSTA
(31/01/1955 a 31/01/1959)

Dentre as obras de sua administração, destacam-se as pontes das Ruas Comandante Ribeiro de Barros, Padre-Yabar e Henrique Zamith; a pavimentação de logradouros; remodelação das Praças do Suspiro e 1º de Março; organização da Biblioteca Pública Municipal, e em colaboração como o Governo Estadual a construção do Grupo Escolar Dr. Feliciano da Costa, em Conselheiro Paulino.

DR. AMÂNCIO MÁRIO DE AZEVEDO
(31/01/1959 a 31/01/1963)

O seu governo realizou, entre outras obras, o calçamento de 106 ruas, perfazendo um total de aproximadamente 190.000 metros quadrados, abrangendo os distritos friburguenses: Cidade de Nova Friburgo; Riograndina; Campo do Coelho; Amparo; Lumiar e Conselheiro Paulino. A construção de pontes, galerias, aberturas de estradas. Constrói o prédio da Academia Friburguense de Letras. Promoveu a criação e adaptação das instalações do Centro de Arte, iluminação da Praça Getúlio Vargas, construção da Praça Santa Luzia, realização dos Jogos Florais, Congresso Nacional dos Jornalistas, Congresso Fluminense de Municípios e Exposição Internacional de Fotografias.

No seu governo, também inaugura-se o serviço interurbano em tráfego mútuo com a Companhia Telefônica Brasileira, o serviço de microondas, assim facilitando as ligações com o Rio de Janeiro, Niterói e outras cidades do País. A Câmara Municipal, colaborando com o Executivo, compõe-se dos seguintes edis: Amadeu Villa, Dr. Luiz Gonzaga de Oliveira e Silva, Dr. João Luiz Aguilera Campos, Geraldo Moura, Dr. Jorge El-Jaick, Celcyo Folly, Lafayete Bravo, Alencar Pires Barroso, Friedrich Buckhardt, Jorge de Almeida Rios, Joffre Martins da Costa, Herculano Knust, Pio Francisco de Oliveira, Dr. Pedro Knust e João Batista da Silva.

AMADEU VILLA
(05/09/1962 a 08/10/1962)

Assume o Governo Municipal no impedimento do Prefeito Amâncio Mário de Azevedo, que se candidatara à Deputado Estadual. O Sr. Amadeu Villa empenhou-se em prosseguir nas obras do Prefeito efetivo, destacando-se entre suas realizações: reforma da rede de abastecimento de água das ruas Ernesto Brasílio e Eduardo Salusse; escada de acesso ao Morro Santa Therezinha e mudança do Monumento da Praça do Expedicionário.

DR. VANOR MOREIRA
(31/01/1963 a 04/04/1964)

Assumindo a administração,cuidou de por em dia as finanças municipais, sendo de seu programa administrativo, melhorar as redes de abastecimento de água da cidade, inclusive a distribuidora. Adquiriu vultosa quantidade de canos de ferro para a realização desses serviços (em 1964), o que não pôde fazer, tendo em vista haver renunciado ao cargo por ocasião da Revolução de 31 de março de 1964.

DR. HERÓDOTO BENTO DE MELLO
(04/04/1964 a 31/01/1967)

Com a vitória da Revolução de 31 de março de 1964, e a conseqüente renúncia do prefeito que governava o Município, assume o Poder Executivo. Inicia sua administração promovendo importantes reformas administrativas, como a criação e instalação de novos órgãos municipais: Fundação Educacional e Cultura de Nova Friburgo, Serviço Autônomo de água e Esgotos, Diretoria dos Serviços Urbanos e Urbanismo e Obras; Serviço de Turismo e Certames, Serviços de Assistência Social, Implantou novo Código Tributário. Realizou inúmeros planos de obras dentre as quais, a remodelação completa do primeiro trecho da Praça Getúlio Vargas, da Praça Marcílio Dias e Praça 1º de Maio, em Olaria.

Convênio com o IBAM para a reorganização dos serviços municipais. Convênio para financiamento do novo sistema de abastecimento de água. Aparelhou as repartições municipais de mobiliário condigno e máquinas modernas; adquiriu nova frota de veículos e máquinas de terraplanagem. Em colaboração com o Estado constrói inúmeras salas de aula. Reestruturou o funcionalismo e realizou obras públicas diversas: alargamento de avenidas, reconstrução de jardins, iluminação pública, pavimentação, obras viárias e estradas.

Criação e instalação da Procuradoria Municipal, do Serviço de Oficinas e Transportes, e ainda dentro das reformas feitas nos órgãos municipais, a criação das Administrações Regionais. Promove também, a realização do Cadastro Imobiliário e a implantação do Plano Diretor da Cidade.

JOAQUIM SYDNEI SOARES
(06/06/1965 a 30/06/1965)

Vitoriosa a Revolução de 31 de março de 1964, é nomeado Prefeito pelo Governador Paulo Torres o Engenheiro Heródoto Bento de Mello. Ausentando-se do Governo passa o cargo ao Sr. Joaquim Sydnei Soares, que o exerce apenas 24 dias. Durante esta interinidade, se limita à assinar o expediente e dar prosseguimento às obras iniciadas pelo titular efetivo.

DR. AMÂNCIO MÁRIO DE AZEVEDO
(31/01/1967 a / / )

Elege-se para ocupar pela segunda vez a chefia do Poder Executivo , tendo como companheiro de chapa, eleito Vice-Prefeito, o Sr. Lafayete Bravo Filho. Toma posse a 31/01/1967. No atual governo realiza a construção de novos grupos escolares, abertura de estradas e caminhos, melhoria do serviço de limpeza urbana, da rede de esgoto dos distritos e calçamento das ruas; implanta a Nova Feira Livre, proporcionando melhor abastecimento de gêneros alimentícios à população. Solicita do Governo da República, financiamento para as obras de ampliação do abastecimento de água da cidade. Promove entendimentos com o Governo do Estado. Dr. Geremias Fontes, para assegurar obras complementares de instalação da Subestação, a fim de solucionar problema de energia elétrica de Nova Friburgo.

No distrito de Lumiar foi reconstruído o subposto de higiene, iniciado o calçamento da sede do distrito e os estudos para remodelação da Praça Carlos Maria Marchon; além disso, foi feita aquisição junto ao Ministério da Educação e Cultura de um Parque Infantil. Construiu bueiros e manilhamentos em vários pontos críticos das estradas e promoveu a construção da nova usina elétrica de São Pedro. A colocação de um transformador em Campo do Coelho para abastecer a região de energia elétrica, foi feita com o auxílio da Companhia de Eletricidade de Nova Friburgo.

No departamento de turismo, mantém, através do Serviço de Informação e Divulgação, contatos com jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão, para maior promoção do Município. Os festejos de Maio, o III Festival de Teatro Amador de Nova Friburgo, I Congresso Hípico Nacional de Inverno com a participação de vários Estados. Prepara os festejos do Sesquicentenário da Fundação de Nova Friburgo.


Algumas imagens :

Praça Getúlio Vargas

A Praça Getúlio Vargas além de ser um marco na história de Nova Friburgo, possuí à sua volta diversos prédios antigos, dos quais podemos destacar o antigo Fórum, a Biblioteca Municipal e o IENF (Instituto de Educaçã Nova Friburgo).

O local é agradável e no verão, suas árvores (algumas centenárias) fornecem uma sombra inigualável e nos fins de semana e feriados, uma bela e rica feira de produtos artesanais ali pode ser encontrada.

Praça Dermeval Barbosa Moreira, em detalhe o Monumento à Bíblia.

A Praça Dermeval Barbosa Moreira, é praticamen um braço da Praça Getúlio Vargas. Nela fica o Centro de Turismo, onde qualquer um podem obter informações de qualquer lugar da cidade e como chegar. Grandes eventos são realizados no largo. Também nos domingos e feriados, podemos encontrar a Feira de Doces Caseiros.

É neste local onde se encontra o Monumento à Bíblia, como visto na foto ao lado.

Praça Marílio Dias

A Praça Marcílio Dias, fica no Payssandú. Ponto referencial também para encontros e apresentações a céu aberto.

O local é considerado um dos pontos rodoviários mais importantes da cidade.

Praça do Suspiro

A Praça do Suspiro é um ponto agradável, onde podemos encontrar o Teleférico, o Centro Cultural e o Batalhão Militar do Tiro de Guerra.

A exemplo das demais, nos fins de semana e feriados, uma feira de produtos artesanais também é montada ali.

O local é considerado um dos pontos rodoviários mais importantes da cidade.

Igreja Luterana

A Igreja Luterana fica próxima á Praça Marílio Dias e visto sua importância para a História do Evangelho no Brasil, não poderia deixar de faltar nesta lista de imagens.



Para se chegar a Nova Friburgo, temos as rodovias:.

RJ-116

A RJ-116 é considerada a principal Rodovia de acesso a Nova Friburgo pois ela a corta praticamente ao meio. Para quem vem do sul do estado, chegando a Niterói, esta é uma das primeiras opções.

Ela começa em Itaboraí, cortando Cachoeiras de Macacú, onde a pista inicia a subida da Serra do Mar. Chegando a Nova Friburgo, a RJ-116 continua por Bom Jardim, Duas Barras, Cordeiro, Macuco e São Sebatião do Alto, encontrando a RJ-192 (sentido São Fidélis e Campos) em Ponto de Pergunta. Ela continua até Lage de Muriaé, passando por Itaocara, Santo Antônio de Pádua e Miracema.

RJ-130

A RJ-130 é considerado outro acesso interesante a Nova Friburgo pois ela faz a ligação com Teresópolis. Muitos preferem vir por ela por acharem a estrada agradável.

Normalmente seu acesso é feito através da BR-116, sentido Teresópolis, onde a pista inicia a subida da Serra do Mar com belos pontos turísticos para apreciação da paisagem. Quase chegandoa Teresópolis, pode-se avistar da rodovia mesmo o Pico Dedo de Deus. De lá para Friburgo, basta seguir a RJ-130.

Esta pista se liga à BR-040 (Rio-Bahia), e quem vem de Pati do Alferes, Paraíba do Sul, Três Rios e outras cidades de Minas Gerais, normalmente usam este caminho.

RJ-148

A RJ-148 é outra ligação como Estado de Minas Gerais.

Esta Rodovia corta as cidades de Duas Barras e Sumidouro, onde reencontra a BR-116 (sentido Além Paraíba), segue por Carmo até as proximidades de Córrego do Prata, onde se encontra com a RJ-160.



Abaixo temos o mapa do Estado do Rio de Janeiro, onde podemos ver em destaque de Nova Friburgo:

Mapa do Estado do Rio de Janeiro com Nova Friburgo em destaque.

Abaixo temos o mapa de Nova Friburgo, onde podemos ver facilmente as Rodovias RJ-116, RJ-130, RJ-148 e outras.


Mapa do Nova Friburgo.

Creio ser de grande interesse que este tópico fosse mencionado neste momento para podermos compreender todo o contexto histórico da época e é minha particular opinião, que este evento tem uma relação íntima e de grande peso sobre a decisão da vinda dos colonos suíços para o Brasil, como relatado a seguir.


"> O dado histórico a seguir foi baseado em documentários de TV e revistas especializadas, bem como da internet, extraído principalmente dos sites da Discovery e Wikipédia.


Estudos científicos hoje dizem que estes os anos de fome e dificuldades registrados a partir de 1816 foram na realidade causados por uma das maiores erupções vulcânicas que se tem notícia.

Com 4200 metros, o Monte Tambora era um dos vulcões mais altos da Indonésia, sendo do tipo composto, feito de camadas alternadas de lava endurecida, pedra-pomes, cinzas e pedras.

O Monte Tambora fica na ilha indon&eacutesia de Sumbawa, ao leste de Bali e Lombak. Sumbawa era a terra natal original de uma comunidade de fazendeiros subjugada por Sulawesi. Lá as pessoas cultivavam arroz, feijão, milho e criavam gado. Em 1800, tornou-se um entreposto comercial, exportando produtos como arroz, algodão e ninhos de pássaros.

Poucos indícios sinalizaram a erupção do Monte Tambora, em 10 de abril de 1815. Sons parecidos com canhões foram ouvidos a mais de 1.600 quilômetros de distância, mas foram confundidos com um possível ataque militar.

A erupção aconteceu por volta das 19h00, quando três colunas de chamas de 40 quilômetros de altura foram avistadas. Foram liberados cerca de 200 milhões de toneladas de dióxido de enxofre e 100 quilômetros cúbicos de pedras.

Sumbawa e outras ilhas a 600 quilômetros de distância mergulharam na escuridão. Um furacão de uma hora de duração veio logo depois, arrastando casas e pessoas para o mar, na direção noroeste. Os mares de transformaram em tsunamis de 5 metros de altura.

O &iacutendice de explosão vulcânica (VEI – da sigla “volcanic explosivity index”) chegou a 7, ou seja, a magnitude da erupção foi classificada como “supercolossal”. Explosões subseqüentes continuaram com menos intensidade nos três meses seguintes. As erupções finalmente cessaram em 15 de julho de 1815, quando o Monte Tambora reduziu sua altura de 4200 metros para algo em torno dos 2850 metros, deixando aua caldeira (ou cratera) com aproximados 1250 metros de profundidade e 8 km de diâmetro, o que evoca a real violência deste acontecimento.

Foi apenas em 1920 que William J. Humphreys, um climatologista americano, estabeleceu uma relação direta entre a erupção do Monte Tambora e “O Ano Sem Verão”.

Humphreys explicou que a força da erupção de Tambora impeliu cinzas e gases na estratosfera (de 17 a 50 quilômetros acima da superfície), e os ventos os espalharam por todo o mundo por mais de um ano. Essas partículas suspensas criaram um manto de poeira, que influenciou o calor do sol.

Fatos

Como o “Ano sem Verão” afetou o resto do mundo?

Durante o verão de 1816, mudanças climáticas inesperadas fizeram com que países do hemisfério Norte fossem devastados pela fome e por surtos de epidemia.

Esses novos padrões climáticos surgiram depois da erupção do vulcão do Monte Tambora, em Sumbawa, na Indonésia, em 10 de abril de 1815 e a sua erupção é a maior até hoje registada, sendo quatro vezes mais violenta do que a do Krakatoa, em 1883, e pôde ser ouvido a quase 3.000 quilômetros de distância, tendo o impacto da explosão sido sentido num raio de 1.600 quilômetros

Suíça, 1816

A fome na Suíça foi tão grande que as pessoas começaram a comer plantas.

Durante o “Ano sem Verão”, o faminto povo suíço teve que recorrer a musgos para sobreviver.

Lago Genebra, Suíça, 1816

Mary Shelley se inspirou no péssimo tempo para escrever o livro “Frankenstein”.

Hospedado na mesma cabana que Mary Shelley, em 1816, John Polidor escreveu “O vampiro”, que mais tarde inspirou “Drácula”, de Bram Stoker.

França, 1816

As uvas de vários vinhedos da França congelaram durante o verão.

Em 1816, em conseqüência do verão gelado, a colheita de uvas do país praticamente não existiu.

Irlanda, maio-setembro de 1816

A Irlanda sofreu com uma chuva fria e persistente em 142 dos 153 dias de verão.

O país sofreu pela primeira vez com a fome no “Ano sem Verão”, quando o tempo frio destruiu as colheitas de trigo, aveia e batatas.

Hungria, janeiro de 1816

Uma nevasca de cor marrom, causada pela poeira vulcânica do Tambora, atingiu a Hungria.

Na primavera de 1816, a neve que caiu sobre a Hungria e a Itália era marrom e amarela, respectivamente.

Inglaterra, outono de 1815

Turner pintou telas em tons vermelhos, com a mudança na radiação do sol.

Em resposta à escassez de comida causada pelo “Ano sem Verão”, o governo britânico aboliu a cobrança do imposto de renda em 1816.

Alemanha, 1816

Karl Drais inventou um tipo de bicicleta para baratear o transporte de grãos.

Alemães famintos assavam palha e serragem como se fosse pão no “Ano sem Verão”.

Salem, Massachusetts, 5 de junho de 1816

Salem sofreu oscilações abruptas de temperatura em poucas horas: 27 ºC em um dia.

Em 1816, os meses de verão em Salem apresentaram uma média de temperatura de 2,5 ºC a 7 ºC mais baixa que nos verões anteriores.

Canal Erie, Nova York, 1817

A construção do Canal Erie ajudou a migração de fazendeiros para o Meio Oeste.

As perdas das colheitas no “Ano sem Verão” obrigaram a família do fundador dos mórmons, Joseph Smith, a se mudar de Vermont para Nova York.

Seven Oaks, Canadá, junho de 1816

A falta de comida gerou uma batalha entre duas empresas rivais, com 24 mortos.

O primeiro registro de mudanças climáticas incomuns ocorreu no sudeste de Quebec, em 1816, com ondas de frio e geada no início de maio.

China, 1815

O mau tempo e as enchentes destruíram as colheitas no nordeste da China.

A erupção do vulcão Tambora afetou a estação das monções na China, gerando enchentes devastadoras no Vale do Yang-Tsé em 1816.

Índia, 1816

O excesso de chuvas agravou uma epidemia de cólera, de Bengala a Moscou.

A fome de 1816 enfraqueceu a resistência das pessoas, tornando-as sensíveis a doenças e propagando a epidemia de cólera na Europa.