domingo, 3 de maio de 2009

História de Nova Friburgo 9

Nova Friburgo

Brasão de Nova Friburgo. Bandeira de Nova Friburgo. Situada na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, com clima agradável, belas vistas e povo hospitaleiro, Nova Friburgo conta com uma rica história. Sua floricultura, horti-fruticultura e em sua história recente, também a sua indústria, mostram o quanto esta cidade tem a oferecer.

Sua cultura é diversificada pelos povos que aqui se instalaram, como os suíços, alemães, japoneses, libaneses, italianos, portugueses e outros tantos que somaram na formação do que é hoje Nova Friburgo.

Friburgo também é um marco na história do Evangelho pois foi aqui construído o primeiro Templo Protestante do Brasil, fato que alguns historiadores ampliam, dizendo que foi o primeiro da America Latina.


O dado histórico a seguir foi baseado no Livro "Uma História em Quatro Tempos", 1a Edição, de Carlos Rodolpho Fischer, Exemplar no 556, Editado pela Fábrica de Rendas Arp S.A. em junho de 1986 por ocasião de seu 75o aniversário de existência. Sua tiragem foi de 6.000 exemplares.



Os Suíços

Mapa do Município de Nova Friburgo. Biblioteca nacional do Rio de Janeiro. Seção de Iconografia. A colonização suíça teve-se pois, além de serem um povo conhecido por seus excelentes agricultores e pecuaristas, também eram reconhecidos por sempre demonstrarem fidelidade aos países que os acolhiam.

Mais que uma simples colonização, este foi um passo importante para a abertura dos portos, atraindo para o Brasil um outro tipo de população, que até então era compostas por indivíduos "sem eira nem beira", escravos e condenados.

Em 2 de maio de 1818, D. João VI respondeu por carta ao então Presidente da Confederação Suíça consentindo a vinda dos colonos e em 16 de maio, aprovou as condições para o estabelecimento da Colônia Suíça, já aceitas por Nicolau Gachet.

A princípio, a vinda dos colonos estava programada para Santa Cruz (Hoje, Zona Oeste do Rio de Janeiro), na fazenda do próprio D. João VI, porém o clima das serras teve importante peso na decisão de troca do destino, neste caso, para a Fazenda do Morro Queimado (era uma das várias fazendas da região do município de Cantagalo, por volta de 1800 a 1820. Região regada pelos rios Bengalas e Cônego, que nascem dos rios Canudos e do Queimado e confluem no Rio Grande, que deságua no Paraíba. Produzia milho, feijão, trigo, centeio, batatas, frutas tropicais. De clima salubre, a temperatura chegava no máximo aos 19 graus no verão e chegava a zero grau no inverno.), que foi adquirida por lei do Monsenhor Almeida. Esta determinação também adquiriu terras adjacentes à fazenda, pertencentes a Manoel de Souza Barros e José Antonio Ferreira Correa Dias.

Enquanto estas medidas eram tomadas no Brasil, o representante suíço, Sebastian Nicolau Gachet, após ter firmado o compromisso com o então Ministro do Interior do Brasil, Thomaz Villanova Portugal, iniciou logo os trabalho de convencer seus patrícios que a vida no Brasil era viável e convidativa, o que foi tremendamente facilitado, depois de dois anos de de grandes dificuldades na Europa (Leia o texto sobre o Monte Tambora no final desta página).

  • 1816 - Ano da Miséria
  • 1817 - Ano da Carestia (Escassez)

Escrevendo na "Gazette de Lausane", Gachet afirmava:

"O clima convém perfeitamente aos europeus. A terra é de pasmosa fertilidade. Tudo pega de estaca. Qualquer ramo cortado metido na terra pega. Toda a casta de criações se multiplica em proporção à fertilidade e à benignidade do clima".

Em carta para ao Monsenhor Jenny, Bispo Diocesano de Fribourg, em 8 de maio de 1818, Gachet mencionou outras vantagens, tais como despesas de viagem pagas, alojamentos, terras, animais e subsídios. Além destas e outras, acompanhariam o grupo 3 ou 4 clérigos, 2 médicos, 1 farmacêutico e 1 veterinário.

De início, em 4 de julho de 1819, 1.100 imigrantes (homens, mulheres, velhos e crianças) sairam do Porto de Estavayer. O Itinerário marcava Soleure e Basilea, onde eles desceram o Rio Rheno até a Holanda, para em Rotterdam embarcar para o Brasil. Esta viagem foi feita no período de 11 de setembro a 11 de outubro de 1819.

Àqueles 1.100 imigrantes, durante esta jornada até Rotterdan, novos imigrantes se juntaram ao grupo, elevando o número de pessoas para 2.003, das quais 213 morreram durante toda a viagem.

Os suíços vieram da Europa para o Rio de Janeiro em 7 navios, a saber:

Navio Comando Passageiros
Daphne Capitão Keller 192
Delby Eliza Capitão Spragel 233
Ucrania Capitão Bock 437
Elisabeth Marie Capitão Struyk 228
Heureux Voyage Capitão Van der Carer 437
Deux Catherine Capitão Both 357
Camila Capitão Tripensee 119

Colônia suíça de Nova Friburgo retratada por Debret por volta de 1826. Chegando na Vila de Nova Friburgo, foram organizados três conjuntos habitacionais: um na Praça da Justiça, também conhecida como Pelourinho, (hoje Praça Marcílio Dias, ou Paysandú), outro onde se localiza a atual Praça Getúlio Vargas e o terceiro junto a atual Praça 1o de Março, no bairro Village.

Hoje são poucos os descendentes daquele grupo de colonos que ainda vivem na região, contudo, aquela odisséia marcou época e mereceu das autoridades e representantes dos dois países o desejo de perpetuar os laços entre Fribourg e Nova Friburgo através da criação de uma Associação que mantém um intercâmbio cultural entre as duas cidades.



Os Alemães

Estampa de J.J.Steinmann (1832) da Colônia Suíça em Nova Friburgo (RJ), no Morro Queimado, encontrada por Joaquim Fernandes Frauches, num sebo em Porto Alegre (RS). A colonização alemã aconteceu em Nova Friburgo devido a alguns fatores. Estes alemães, agricultores evangélicos de Kirnbecherbach, trazidos pelo Major Scheffer, estavam destinados às colônias do norte, mas o abandono, por parte dos suíços de Nova Friburgo, foi gerada uma resolução pelo governo da época para enviá-los para cá.

Parte deste grupo havia partido da Europa no navio ARGUS, em 19 de julho de 1823, chegando ao Rio de Janeiro em 14 de janeiro de 1824. A outra parte partiu no CAROLINA, em 18 de dezembro de 1823, chegando ao Rio de Janeiro em 15 de abril de 1824.

Quando a decisão de vir para Nova Friburgo foi tomada, eles trilharam os mesmos caminhos dos colonos suíços, chegando em 03 de maio de 1824. Cabe deixar registrado aqui que toda esta demora (de quase 3 meses para o primeiro grupo, que foi o que mais aguardou) ocorreu devido à legislação vigente no Brasil, no que se referia a não católicos. Com a promulgação em 25 de março de 1824 da Constituição, este problema foi resolvido. No seu artigo 5o determinava:

"Art. 5.o A religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas, com o seu culto doméstico ou particular em casas para isto destinadas, sem forma alguma exterior do templo".

Nova Friburgo é a sede da mais antiga comunidade Luterana do Brasil e o Pastor Sauerbronn, sem dúvida, uma das figuras mais importantes do grupo de colonos que para aqui vieram.

Podemos destacar em 30 de maio de 1824 o registro do primeiro casamento evangélico e em 06 de junho de 1824, o primeiro batismo, segundo as palavras do Pastor J. E. Schlupp, por ocasião do Sequicentenário da Colonização Alemã no Brasil:

"Em 1827, construíram o seu primeiro Templo, na então 'Praça do Pelourinho', mas as autoridades locais mandaram demolir o mesmo. Somente em 1857 foi possível construir uma igreja perto do local da anterior.

Obedecendo as leis vigentes, não tinha torre, nem sinos e nem nada que a diferenciasse de outras casas".

Assim como os suíços, os alemães sentiram a falta de infra-estrutura para acolhê-los. As terras que lhes foram destinadas eram ruins e não haviam estradas à altuira das necessidades. Muitos deles acabaram voltando para o Rio de Janeiro ou deslocando-se para outras regiões mais férteis.


Picos e Montanhas

  1. Pico Maior de Friburgo (Três Picos de Salinas) - é o ponto culminante da Serra do Mar, com altitude de 2.316 metros
  2. Pico Médio de Friburgo (Três Picos de Salinas) - 2.285 metros
  3. Pico Menor de Friburgo (Três Picos de Salinas) - 2.262 metros
  4. Pico da Caledônia - com altitude de 2.219 metros, embora existam publicações informando até 2.255 metros
  5. Pedra do Capacete - 2.200 metros
  6. Morro do Ronca-Pedra - 2.080 metros
  7. Pedra Cabeça de Dragão - 2.018 metros
  8. Pedra da Catarina Mãe - 1.620 metros
  9. Pedra do Imperador - 1.530 metros
  10. Pedra Riscada - 1.425 metros

Distritos

1o Distrito: Nova Friburgo
2o Distrito: Riograndina
3o Distrito: Campo do Coelho
4o Distrito: Amparo
5o Distrito: Lumiar
6o Distrito: Conselheiro Paulino
7o Distrito: São Pedro da Serra
8o Distrito: Muri


Personagens de nossa história

Galdino do Valle Filho Galdino do Valle Filho (Trajano de Morais, 24 de setembro de 1879 — Niterói, 11 de maio de 1961)

Médico, começou a clinicar no interior de Minas Gerais e depois foi para Nova Friburgo para substituir o pai que se mudou para o Rio de Janeiro.

Ingressou na politica em 1911, eleito vereador e presidente da Câmara, quando levou a luz elétrica (juntamente com o Conselheiro Julius Arp) e o Sanatório Naval para sua cidade.

Em 1912 conquistou seu primeiro mandato de deputado estadual e em 1922 era deputado federal. Foi reconduzido três vezes e interrompeu seu mandato para ser prefeito de Friburgo.

Na década de 1920, teve a idéia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como "Dia da Criança" pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.


O Hino a Nova Friburgo foi composto para as comemorações do centenário de Nova Friburgo, em 1918.

Letra de FRANKLIN COUNTINHO
Música de SÉRGIO LAGO

Friburguenses, cantemos o dia,
Que surgindo glorioso hoje vem
Nessa plaga, onde o amor e a poesia
São como as flores, nativos também.
Escutando os rumores da brisa,
Refletindo êste céu todo azul,
O Bengalas sereno desliza
Sob o olhar do Cruzeiro do Sul.

Estribilho

Salve brenhas do Morro Queimado,
Que os Suíços ousaram varar;
Pois que um século agora é passado,
Vale a pena êsse tempo lembrar!

Do Suspiro na fonte saudosa,
Hà três almas que gemem de dor,
Repetindo esta prece maviosa
Da Saudade, do Ciúme e do Amor.
Estas serras de enorme estatura,
Alcançando das nuvens o véu,
São degraus colocados na altura,
São escadas que vão para o céu!

Coroemos de versos e flores
A Princesa dos Órgãos gentil,
Embalada em seus sonhos de amores,
Das margens ao canto sutil.
Em teu seio de paz e bonança,
Sono eterno queremos dormir,
Doce anelo de nossa esperança,
Esperança de nosso Porvir!



Prefeitos

Esta relação foi obtida no site da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo.

DR. GALDINO DO VALLE FILHO
(07/01/1914 a 08/01/1916)

Prestigioso chefe político esteve à frente da administração municipal, não só nesse período de dois anos, como em outro de menor duração, sempre demonstrando sua alta capacidade admnistrativa, dirigida para as iniciativas úteis à coletividade. Governou por mais duas vezes, nos períodos de 21/04/1923 a 05/05/1923 e 03/01/1927 a 19/04/1927. Na interinidade destes períodos revelou sempre suas qualidades de administrador.

DR. EVERARD DE ANDRADE
(28/08/1916 a 29/05/1917)

Primeiro Prefeito do município nomeado quando exercia a função de Promotor Público. Apesar do escasso tempo em que exerceu a função executiva, e de encontrar o País conturbado em sua indecisão de participar da 1a Guerra Mundial, o Dr. Everard Barreto de Andrade procurou realizar à frente do POder Executivo, obras de vulto. Sem se descuidar da Instrução Pública, iniciou a pavimentação das principais ruas da cidade.

DR. SÍLVIO FONTOURA RANGEL
(13/11/1917 a 25/05/1918)

Exerceu por três vezes o Governo Municipal. No primeiro período de 08/01/1916 a 28/08/1916 e depois de 02/12/1918 até 03/01/1919. No período intermediário o País se encontrava em guerra contra a Alemanha. Dedicou-se principalmente a remodelação urbanística da cidade, embelezando e modificando a atual Praça Presidente Getúlio Vargas, e prosseguindo a pavimentação dos logradouros públicos.

DR. GUSTAVO LIRA DA SILVA
(03/01/1919 a 25/05/1918)

Prosseguiu nos trabalhos de pavimentação das ruas da cidade ampliando de iluminação os logradouros públicos, dedicando-se às zonas rurais do município, com a abertura de estradas municipais, bem como criando a conserva permanente das mesmas sob a responsabilidade da administração, facilitando portanto, as comunicações entre os distritos friburguenses, dando maior impulso ao comércio entre a cidade e o campo.

DR. BALTHAZAR DA SILVEIRA
(09/05/1927 a 31/12/1929)

O seu governo pavimenta os logradouros do centro urbano; com uma receita de apenas quatrocentos e cinqüenta contos de réis, efetua esses melhoramentos em parte da Av. Alberto Braune, toda a Praça Getúlio Vargas, Ruas Francisco Mielle e General Osório até a antiga estação de cargas; bem como em quase todas as transversais à Praça Getúlio Vargas. No seu governo, funda-se a firma H. Gaiser, dedicando-se à construção civil.

DR. ARNALDO PINHEIRO BITTENCOURT
(31/12/1929 a 28/10/1930)

último Prefeito no período anterior a Revolução de 1930. Realizava profícua administração interessando-se sobre modo com a instrução primária municipal, quando o seu mandato foi interrompido pelo movimento revolucionário, desencadeado pela Aliança Liberal e vitorioso em 24 de outubro de 1930. O Dr. Arnaldo Pinheiro Bittencourt é então substituído no governo por uma junta governativa.

CARLOS ALBERTO BRAUNE
(28/10/1930 a 21/12/1930)

Os Srs. José Galiano das Neves e Carlos Alberto Braune componentes da Junta Governativa, empossada pelo Movimento Revolucionário de 1930, tiveram a missão de instalar a administração municipal dentro de novas normas administrativas, entregando-a ao Dr. José de Souza Miranda, por designação do Governo do Estado, cuja gestão abrangeu o período de 21/12/1930 a 28/06/1932.

DANTE LAGINESTRA
(03/12/1935 a 25/12/1946)

Governou todo esse período com duas interrupções: a primeira de 04/05 a 29/07/1936 em virtude de ser candidato a Prefeito e a segunda de 10/11/1945 a 12/04/1946 em razão do Movimento Militar pela reconstitucionalização do País. O seu governo constrói a represa e adutora do Debossan que até hoje abastece de água a cidade, pavimentou grande número de logradouros públicos; ampliou a rede de escolas municipais e conseguiu com o Governo Estadual a construção do Centro de Saúde, postos de saúde na zona rural e dos grupos escolares localizados no Debossan e na estrada que vai para Lumiar, bem como as pontes Renato Albino e de ligação entre as duas avenidas beira-rio. Promove o levantamento da planta cadastral da cidade e do projeto da rede geral de esgotos.

O seu governo se inicia na interventoria do Almirante Ari Parreiras, proseguindo com a constitucionalização do País, com o Almirante Protógenes Guimarães de cujo governo recebe Nova Friburgo apoia a sua administração. Governa o Sr. Dante Laginestra o município sob o império de uma Constituição, para logo depois do golpe de 10 de novembro de 1937, contnuar como Prefeito nomeado pela interventoria do Almirante Amaral Peixoto.

O Sr. Dante Laginestra veio para o governo precedido de dois grandes nomes que também governaram com dignidade Nova Friburgo, os Srs. José de Souza Miranda e Hugo Floriano Mota, o primeiro substitui a Junta Governativa (21/12/1930 a 28/06/1932) e o segundo de 28/06/1932 a 14/11/1935, realiza a construção da segunda ligação com o distrito de Amparo; a Estrada do Ziz-Zag, a ponte da Rua Leuenroth, além de ponderável área de calçamento. Promove a construção pelo Governo Federal, do prédio da Agência Postal Telegráfica.

DR. CÉSAR GUINLE
(12/10/1947 a 31/01/1951)

O seu governo promoveu a pavimentação de logradouros no bairro de Olaria; abre a Av. Suíça, a margem do Rio Bengalas; cria o Colégio Municipal Rui Barbosa, desenvolve o ensino municipal, firma convênio com a Fundação Getúlio Vargas para a instalação do "Colégio Nova Friburgo"; costrói o Hospital Regional em convênio com a União e faz a modificação do Código Tributário, possibilitando maiores arrecadações ao Município.

Durante o seu governo é feita a ligação rodoviária com o Estado da Guanabara, pelos governos Estadual e Federal; ução de 120 casas populares na Olaria do Cônego e Grupo Escolar Padre Yabar; construção de galerias de esgotos e águas pluviais, conclusão da dragagem do Rio Bengalas; melhoramentos na adução e distribuição de água e extensão da rede de abastecimento. Regularização do serviço de fornecimento de energia. Aquisição do controle acionário da Telefônica e início da construção e instalação do sistema automático.

Construção de estrada ligando a sede ao 5o Distrito e melhoramentos da rede rodoviária municipal. Constrói o novo Matadouro Público. Cria em colaboração com o Estado, o serviço de assistência médica aos distritos e instala um posto em Olaria, fazendo também obras de saneamento nesse bairro. A Assistência Médico-Sanitária do Município, no seu governo, é uma das mais completas do Estado do Rio de Janeiro e é prestada pela Santa Casa de Misericórdia, pelo Instituto de Pronto Socorro e Policlínica, pela Casa de Saúde Nova Friburgo, pelo Sanatório Naval, pela Legião Brasileira de Assistência, que mantém um Posto de Puericultura e Centro de Saúde, na sede do Município, e três postos de higiene nos distritos.

JOSÉ EUGÊNIO MueLLER
(31/01/1951 a 28/10/1955)

Durante o seu governo foi estendida a rede de abastecimento de água até a localidade de Fazenda do Cônego; promoveu o alargamento da Rua Mac-Niven, entrada da cidade; realizou obras de pavimentação de logradouros públicos e ampliação da rede de abastecimento de água. Adquiriu os terrenos da Vila Amélia, em combinação com o SESI. Construiu vários trechos de estradas rurais.

DR. FELICIANO DA COSTA
(31/01/1955 a 31/01/1959)

Dentre as obras de sua administração, destacam-se as pontes das Ruas Comandante Ribeiro de Barros, Padre-Yabar e Henrique Zamith; a pavimentação de logradouros; remodelação das Praças do Suspiro e 1º de Março; organização da Biblioteca Pública Municipal, e em colaboração como o Governo Estadual a construção do Grupo Escolar Dr. Feliciano da Costa, em Conselheiro Paulino.

DR. AMÂNCIO MÁRIO DE AZEVEDO
(31/01/1959 a 31/01/1963)

O seu governo realizou, entre outras obras, o calçamento de 106 ruas, perfazendo um total de aproximadamente 190.000 metros quadrados, abrangendo os distritos friburguenses: Cidade de Nova Friburgo; Riograndina; Campo do Coelho; Amparo; Lumiar e Conselheiro Paulino. A construção de pontes, galerias, aberturas de estradas. Constrói o prédio da Academia Friburguense de Letras. Promoveu a criação e adaptação das instalações do Centro de Arte, iluminação da Praça Getúlio Vargas, construção da Praça Santa Luzia, realização dos Jogos Florais, Congresso Nacional dos Jornalistas, Congresso Fluminense de Municípios e Exposição Internacional de Fotografias.

No seu governo, também inaugura-se o serviço interurbano em tráfego mútuo com a Companhia Telefônica Brasileira, o serviço de microondas, assim facilitando as ligações com o Rio de Janeiro, Niterói e outras cidades do País. A Câmara Municipal, colaborando com o Executivo, compõe-se dos seguintes edis: Amadeu Villa, Dr. Luiz Gonzaga de Oliveira e Silva, Dr. João Luiz Aguilera Campos, Geraldo Moura, Dr. Jorge El-Jaick, Celcyo Folly, Lafayete Bravo, Alencar Pires Barroso, Friedrich Buckhardt, Jorge de Almeida Rios, Joffre Martins da Costa, Herculano Knust, Pio Francisco de Oliveira, Dr. Pedro Knust e João Batista da Silva.

AMADEU VILLA
(05/09/1962 a 08/10/1962)

Assume o Governo Municipal no impedimento do Prefeito Amâncio Mário de Azevedo, que se candidatara à Deputado Estadual. O Sr. Amadeu Villa empenhou-se em prosseguir nas obras do Prefeito efetivo, destacando-se entre suas realizações: reforma da rede de abastecimento de água das ruas Ernesto Brasílio e Eduardo Salusse; escada de acesso ao Morro Santa Therezinha e mudança do Monumento da Praça do Expedicionário.

DR. VANOR MOREIRA
(31/01/1963 a 04/04/1964)

Assumindo a administração,cuidou de por em dia as finanças municipais, sendo de seu programa administrativo, melhorar as redes de abastecimento de água da cidade, inclusive a distribuidora. Adquiriu vultosa quantidade de canos de ferro para a realização desses serviços (em 1964), o que não pôde fazer, tendo em vista haver renunciado ao cargo por ocasião da Revolução de 31 de março de 1964.

DR. HERÓDOTO BENTO DE MELLO
(04/04/1964 a 31/01/1967)

Com a vitória da Revolução de 31 de março de 1964, e a conseqüente renúncia do prefeito que governava o Município, assume o Poder Executivo. Inicia sua administração promovendo importantes reformas administrativas, como a criação e instalação de novos órgãos municipais: Fundação Educacional e Cultura de Nova Friburgo, Serviço Autônomo de água e Esgotos, Diretoria dos Serviços Urbanos e Urbanismo e Obras; Serviço de Turismo e Certames, Serviços de Assistência Social, Implantou novo Código Tributário. Realizou inúmeros planos de obras dentre as quais, a remodelação completa do primeiro trecho da Praça Getúlio Vargas, da Praça Marcílio Dias e Praça 1º de Maio, em Olaria.

Convênio com o IBAM para a reorganização dos serviços municipais. Convênio para financiamento do novo sistema de abastecimento de água. Aparelhou as repartições municipais de mobiliário condigno e máquinas modernas; adquiriu nova frota de veículos e máquinas de terraplanagem. Em colaboração com o Estado constrói inúmeras salas de aula. Reestruturou o funcionalismo e realizou obras públicas diversas: alargamento de avenidas, reconstrução de jardins, iluminação pública, pavimentação, obras viárias e estradas.

Criação e instalação da Procuradoria Municipal, do Serviço de Oficinas e Transportes, e ainda dentro das reformas feitas nos órgãos municipais, a criação das Administrações Regionais. Promove também, a realização do Cadastro Imobiliário e a implantação do Plano Diretor da Cidade.

JOAQUIM SYDNEI SOARES
(06/06/1965 a 30/06/1965)

Vitoriosa a Revolução de 31 de março de 1964, é nomeado Prefeito pelo Governador Paulo Torres o Engenheiro Heródoto Bento de Mello. Ausentando-se do Governo passa o cargo ao Sr. Joaquim Sydnei Soares, que o exerce apenas 24 dias. Durante esta interinidade, se limita à assinar o expediente e dar prosseguimento às obras iniciadas pelo titular efetivo.

DR. AMÂNCIO MÁRIO DE AZEVEDO
(31/01/1967 a / / )

Elege-se para ocupar pela segunda vez a chefia do Poder Executivo , tendo como companheiro de chapa, eleito Vice-Prefeito, o Sr. Lafayete Bravo Filho. Toma posse a 31/01/1967. No atual governo realiza a construção de novos grupos escolares, abertura de estradas e caminhos, melhoria do serviço de limpeza urbana, da rede de esgoto dos distritos e calçamento das ruas; implanta a Nova Feira Livre, proporcionando melhor abastecimento de gêneros alimentícios à população. Solicita do Governo da República, financiamento para as obras de ampliação do abastecimento de água da cidade. Promove entendimentos com o Governo do Estado. Dr. Geremias Fontes, para assegurar obras complementares de instalação da Subestação, a fim de solucionar problema de energia elétrica de Nova Friburgo.

No distrito de Lumiar foi reconstruído o subposto de higiene, iniciado o calçamento da sede do distrito e os estudos para remodelação da Praça Carlos Maria Marchon; além disso, foi feita aquisição junto ao Ministério da Educação e Cultura de um Parque Infantil. Construiu bueiros e manilhamentos em vários pontos críticos das estradas e promoveu a construção da nova usina elétrica de São Pedro. A colocação de um transformador em Campo do Coelho para abastecer a região de energia elétrica, foi feita com o auxílio da Companhia de Eletricidade de Nova Friburgo.

No departamento de turismo, mantém, através do Serviço de Informação e Divulgação, contatos com jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão, para maior promoção do Município. Os festejos de Maio, o III Festival de Teatro Amador de Nova Friburgo, I Congresso Hípico Nacional de Inverno com a participação de vários Estados. Prepara os festejos do Sesquicentenário da Fundação de Nova Friburgo.


Algumas imagens :

Praça Getúlio Vargas

A Praça Getúlio Vargas além de ser um marco na história de Nova Friburgo, possuí à sua volta diversos prédios antigos, dos quais podemos destacar o antigo Fórum, a Biblioteca Municipal e o IENF (Instituto de Educaçã Nova Friburgo).

O local é agradável e no verão, suas árvores (algumas centenárias) fornecem uma sombra inigualável e nos fins de semana e feriados, uma bela e rica feira de produtos artesanais ali pode ser encontrada.

Praça Dermeval Barbosa Moreira, em detalhe o Monumento à Bíblia.

A Praça Dermeval Barbosa Moreira, é praticamen um braço da Praça Getúlio Vargas. Nela fica o Centro de Turismo, onde qualquer um podem obter informações de qualquer lugar da cidade e como chegar. Grandes eventos são realizados no largo. Também nos domingos e feriados, podemos encontrar a Feira de Doces Caseiros.

É neste local onde se encontra o Monumento à Bíblia, como visto na foto ao lado.

Praça Marílio Dias

A Praça Marcílio Dias, fica no Payssandú. Ponto referencial também para encontros e apresentações a céu aberto.

O local é considerado um dos pontos rodoviários mais importantes da cidade.

Praça do Suspiro

A Praça do Suspiro é um ponto agradável, onde podemos encontrar o Teleférico, o Centro Cultural e o Batalhão Militar do Tiro de Guerra.

A exemplo das demais, nos fins de semana e feriados, uma feira de produtos artesanais também é montada ali.

O local é considerado um dos pontos rodoviários mais importantes da cidade.

Igreja Luterana

A Igreja Luterana fica próxima á Praça Marílio Dias e visto sua importância para a História do Evangelho no Brasil, não poderia deixar de faltar nesta lista de imagens.



Para se chegar a Nova Friburgo, temos as rodovias:.

RJ-116

A RJ-116 é considerada a principal Rodovia de acesso a Nova Friburgo pois ela a corta praticamente ao meio. Para quem vem do sul do estado, chegando a Niterói, esta é uma das primeiras opções.

Ela começa em Itaboraí, cortando Cachoeiras de Macacú, onde a pista inicia a subida da Serra do Mar. Chegando a Nova Friburgo, a RJ-116 continua por Bom Jardim, Duas Barras, Cordeiro, Macuco e São Sebatião do Alto, encontrando a RJ-192 (sentido São Fidélis e Campos) em Ponto de Pergunta. Ela continua até Lage de Muriaé, passando por Itaocara, Santo Antônio de Pádua e Miracema.

RJ-130

A RJ-130 é considerado outro acesso interesante a Nova Friburgo pois ela faz a ligação com Teresópolis. Muitos preferem vir por ela por acharem a estrada agradável.

Normalmente seu acesso é feito através da BR-116, sentido Teresópolis, onde a pista inicia a subida da Serra do Mar com belos pontos turísticos para apreciação da paisagem. Quase chegandoa Teresópolis, pode-se avistar da rodovia mesmo o Pico Dedo de Deus. De lá para Friburgo, basta seguir a RJ-130.

Esta pista se liga à BR-040 (Rio-Bahia), e quem vem de Pati do Alferes, Paraíba do Sul, Três Rios e outras cidades de Minas Gerais, normalmente usam este caminho.

RJ-148

A RJ-148 é outra ligação como Estado de Minas Gerais.

Esta Rodovia corta as cidades de Duas Barras e Sumidouro, onde reencontra a BR-116 (sentido Além Paraíba), segue por Carmo até as proximidades de Córrego do Prata, onde se encontra com a RJ-160.



Abaixo temos o mapa do Estado do Rio de Janeiro, onde podemos ver em destaque de Nova Friburgo:

Mapa do Estado do Rio de Janeiro com Nova Friburgo em destaque.

Abaixo temos o mapa de Nova Friburgo, onde podemos ver facilmente as Rodovias RJ-116, RJ-130, RJ-148 e outras.


Mapa do Nova Friburgo.

Creio ser de grande interesse que este tópico fosse mencionado neste momento para podermos compreender todo o contexto histórico da época e é minha particular opinião, que este evento tem uma relação íntima e de grande peso sobre a decisão da vinda dos colonos suíços para o Brasil, como relatado a seguir.


"> O dado histórico a seguir foi baseado em documentários de TV e revistas especializadas, bem como da internet, extraído principalmente dos sites da Discovery e Wikipédia.


Estudos científicos hoje dizem que estes os anos de fome e dificuldades registrados a partir de 1816 foram na realidade causados por uma das maiores erupções vulcânicas que se tem notícia.

Com 4200 metros, o Monte Tambora era um dos vulcões mais altos da Indonésia, sendo do tipo composto, feito de camadas alternadas de lava endurecida, pedra-pomes, cinzas e pedras.

O Monte Tambora fica na ilha indon&eacutesia de Sumbawa, ao leste de Bali e Lombak. Sumbawa era a terra natal original de uma comunidade de fazendeiros subjugada por Sulawesi. Lá as pessoas cultivavam arroz, feijão, milho e criavam gado. Em 1800, tornou-se um entreposto comercial, exportando produtos como arroz, algodão e ninhos de pássaros.

Poucos indícios sinalizaram a erupção do Monte Tambora, em 10 de abril de 1815. Sons parecidos com canhões foram ouvidos a mais de 1.600 quilômetros de distância, mas foram confundidos com um possível ataque militar.

A erupção aconteceu por volta das 19h00, quando três colunas de chamas de 40 quilômetros de altura foram avistadas. Foram liberados cerca de 200 milhões de toneladas de dióxido de enxofre e 100 quilômetros cúbicos de pedras.

Sumbawa e outras ilhas a 600 quilômetros de distância mergulharam na escuridão. Um furacão de uma hora de duração veio logo depois, arrastando casas e pessoas para o mar, na direção noroeste. Os mares de transformaram em tsunamis de 5 metros de altura.

O &iacutendice de explosão vulcânica (VEI – da sigla “volcanic explosivity index”) chegou a 7, ou seja, a magnitude da erupção foi classificada como “supercolossal”. Explosões subseqüentes continuaram com menos intensidade nos três meses seguintes. As erupções finalmente cessaram em 15 de julho de 1815, quando o Monte Tambora reduziu sua altura de 4200 metros para algo em torno dos 2850 metros, deixando aua caldeira (ou cratera) com aproximados 1250 metros de profundidade e 8 km de diâmetro, o que evoca a real violência deste acontecimento.

Foi apenas em 1920 que William J. Humphreys, um climatologista americano, estabeleceu uma relação direta entre a erupção do Monte Tambora e “O Ano Sem Verão”.

Humphreys explicou que a força da erupção de Tambora impeliu cinzas e gases na estratosfera (de 17 a 50 quilômetros acima da superfície), e os ventos os espalharam por todo o mundo por mais de um ano. Essas partículas suspensas criaram um manto de poeira, que influenciou o calor do sol.

Fatos

Como o “Ano sem Verão” afetou o resto do mundo?

Durante o verão de 1816, mudanças climáticas inesperadas fizeram com que países do hemisfério Norte fossem devastados pela fome e por surtos de epidemia.

Esses novos padrões climáticos surgiram depois da erupção do vulcão do Monte Tambora, em Sumbawa, na Indonésia, em 10 de abril de 1815 e a sua erupção é a maior até hoje registada, sendo quatro vezes mais violenta do que a do Krakatoa, em 1883, e pôde ser ouvido a quase 3.000 quilômetros de distância, tendo o impacto da explosão sido sentido num raio de 1.600 quilômetros

Suíça, 1816

A fome na Suíça foi tão grande que as pessoas começaram a comer plantas.

Durante o “Ano sem Verão”, o faminto povo suíço teve que recorrer a musgos para sobreviver.

Lago Genebra, Suíça, 1816

Mary Shelley se inspirou no péssimo tempo para escrever o livro “Frankenstein”.

Hospedado na mesma cabana que Mary Shelley, em 1816, John Polidor escreveu “O vampiro”, que mais tarde inspirou “Drácula”, de Bram Stoker.

França, 1816

As uvas de vários vinhedos da França congelaram durante o verão.

Em 1816, em conseqüência do verão gelado, a colheita de uvas do país praticamente não existiu.

Irlanda, maio-setembro de 1816

A Irlanda sofreu com uma chuva fria e persistente em 142 dos 153 dias de verão.

O país sofreu pela primeira vez com a fome no “Ano sem Verão”, quando o tempo frio destruiu as colheitas de trigo, aveia e batatas.

Hungria, janeiro de 1816

Uma nevasca de cor marrom, causada pela poeira vulcânica do Tambora, atingiu a Hungria.

Na primavera de 1816, a neve que caiu sobre a Hungria e a Itália era marrom e amarela, respectivamente.

Inglaterra, outono de 1815

Turner pintou telas em tons vermelhos, com a mudança na radiação do sol.

Em resposta à escassez de comida causada pelo “Ano sem Verão”, o governo britânico aboliu a cobrança do imposto de renda em 1816.

Alemanha, 1816

Karl Drais inventou um tipo de bicicleta para baratear o transporte de grãos.

Alemães famintos assavam palha e serragem como se fosse pão no “Ano sem Verão”.

Salem, Massachusetts, 5 de junho de 1816

Salem sofreu oscilações abruptas de temperatura em poucas horas: 27 ºC em um dia.

Em 1816, os meses de verão em Salem apresentaram uma média de temperatura de 2,5 ºC a 7 ºC mais baixa que nos verões anteriores.

Canal Erie, Nova York, 1817

A construção do Canal Erie ajudou a migração de fazendeiros para o Meio Oeste.

As perdas das colheitas no “Ano sem Verão” obrigaram a família do fundador dos mórmons, Joseph Smith, a se mudar de Vermont para Nova York.

Seven Oaks, Canadá, junho de 1816

A falta de comida gerou uma batalha entre duas empresas rivais, com 24 mortos.

O primeiro registro de mudanças climáticas incomuns ocorreu no sudeste de Quebec, em 1816, com ondas de frio e geada no início de maio.

China, 1815

O mau tempo e as enchentes destruíram as colheitas no nordeste da China.

A erupção do vulcão Tambora afetou a estação das monções na China, gerando enchentes devastadoras no Vale do Yang-Tsé em 1816.

Índia, 1816

O excesso de chuvas agravou uma epidemia de cólera, de Bengala a Moscou.

A fome de 1816 enfraqueceu a resistência das pessoas, tornando-as sensíveis a doenças e propagando a epidemia de cólera na Europa.

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